Por: Ryath
Somos muito orientados, no trabalho de Umbanda que exercemos, no centro em que praticamos, sob a orientação das entidades, de que muita informação causa confusão.
É muito dito que uma frase muda uma vida, mas falar demais pode atrapalhar e tirar o foco do que realmente é importante. Isso se aplica às orientações que as pessoas recebem nas giras.
Claro que cada caso é um caso e, eventualmente, alguém pode precisar de bastante orientação.
Mas o que acontece é que, muitas vezes, nós, médiuns, podemos querer dar mais informações, mas isso não é a entidade, que sabe o que a pessoa necessita.
Na última gira de que participei antes de fazer este texto, o Caboclo da casa, Tupinambá, que é de extrema luz, me pediu para escrever sobre isso.
Tupinambá falou que Caboclo é direto e reto, afinal, eles são o conhecimento.
Tupinambá também disse que Caboclo fala pouco, pois sabe que a palavra tem poder.
Também disse que o índio fala pouco.
O aprendizado é, geralmente, pouco a pouco.
É como diz um provérbio Oriental: Uma caminhada começa com um único passo.
O autoconhecimento tem o seu tempo.
As informação que as entidades passam são pistas para que a pessoa atinja o autoconhecimento.





