Por: Ryath
Para o Budismo, a raiva é um veneno da mente, e perdoar significa acabar com esse veneno.
O perdão também traz autoconhecimento, então ele nos faz progredir em direção ao Nirvana.
Precisamos acabar com a raiva para irmos para o Nirvana.
Humildade e Simplicidade
O Budismo nos ensina a não nos vermos como melhores do que aquele que estamos perdoando, pois nos vermos assim é orgulho.
O Budismo ensina a simplicidade e a humildade, e que todos somos passíveis de erros: nós e os outros.
Mas não nos vermos como melhores não significa que não devemos nos valorizar e nos vermos bem. Então, é importante nos valorizarmos pelas boas coisas que fazemos, como o perdão, mas sem nos acharmos melhores do que ninguém.
Nossa mente, que mente continuamente, nos confunde, fazendo-nos achar que nos colocar acima do outro é nos valorizar.
Sabedoria
Perdoar não é compreender o outro, mas podemos compreender os atos que levam a pessoa a prejudicar os outros, seja por sua ignorância sobre si mesma, suas necessidades, seu egoísmo, sua fraqueza ou sua falha humana.
Mas, lembrando: sem colocar a pessoa abaixo de nós mesmos, ou seja, sem nos vermos como melhores do que o outro.
Nós também temos nossas falhas, imperfeições e fraquezas.
Karma
Quem fez o mal não pode apagar esse seu ato, e ele voltará contra seu executor. Portanto, não adianta nada a vingança.
Tudo o que o outro sofre é fruto de seus próprios atos, seja por nossa vingança ou não. Por isso, é sábio não sujar as mãos e não criarmos nós mesmos o karma contra nós mesmos.
Sábio é perdoar e acabar com a ação que o outro causou em nossa mente: a negatividade, o veneno da mente.
Impermanência e Nirvana
As pessoas têm características impermanentes, e a pessoa que te prejudicou um dia vai mudar e deixar de ser má, de ter as falhas que tem, podendo mudar a qualquer momento, pois todos um dia atingirão o Nirvana, e tudo converge para o crescimento humano.
É sábio buscar o crescimento o mais rápido possível, atingir a felicidade o mais rápido possível e alcançar todas as coisas boas do autoconhecimento e da iluminação.
O perdão só ajuda a conseguirmos a meta budista, que é o Nirvana.
Lama Padma Samten, mestre budista, ensina que, como as identidades não são fixas e tudo muda o tempo todo, o conceito rígido de “culpado” e “perdoado” perde o sentido absoluto.
Então, perdoe e largue a raiva.
Ajuda com Outros Ensinamentos
O Budismo ensina a prática da generosidade, da compaixão e do amor benevolente, e isso pode servir como estímulo ao perdão.
Uma vez que buscamos as coisas da luz, o autoconhecimento e o bem, o perdão é sempre um estímulo para praticarmos mais isso e nos purificarmos de nossas máculas.
Focar em mágoas e culpa não faz sentido, pois buscamos algo maior e melhor do que isso, que é a espiritualidade e a luz.
Guardar Rancor é Machucar a Si Mesmo
O Budismo ensina que guardar rancor é como segurar um carvão em brasa com a intenção de jogá-lo em alguém — você é o único que se queima. Deixar ir a raiva é um ato de cura pessoal.
Guardar raiva é visto como um sofrimento inútil que machuca a si mesmo. Abandonar o rancor é um ato de sabedoria para limpar a própria mente, mais do que um favor ao outro.
O perdão serve principalmente para quem perdoa. Guardar rancor faz mal à saúde mental e funciona como tomar veneno esperando que o outro sofra.
No Budismo, o foco principal está na superação do sofrimento.
Não é à toa que a raiva é chamada de veneno.





