Por: Ryath
A Psicologia de Jung nos ensina que a mágoa, a raiva, o ódio e o rancor são energias psíquicas que ficam dentro de nós. É certo que essas emoções são negativas e, consequentemente, a energia delas também é ruim, ficando em nosso interior.
Perdoar, para a Psicologia de Jung, é se libertar dessa energia nociva que fica dentro de nós.
Segundo a Medicina Espiritualista, essas emoções são causadoras do câncer, e a raiva e o ódio podem provocar problemas nos dentes e nas unhas.
Buda dizia que a raiva e o ódio são como uma brasa quente que você segura, querendo jogá-la em alguém, mas quem se queima é você.
A raiva também faz parte do processo de tratar um trauma, pois ele pode ter provocado tais emoções. Assim, passando pelo processo de descoberta da realidade, do autoconhecimento e da sabedoria — sendo essas três coisas, nesse sentido, sinônimas —, nós vamos descobrir as mentiras, os jogos e o que os outros fizeram que nos prejudicou.
Essas coisas podem ser muito grandes, e o perdão faz parte do tratamento, da cura e da libertação da dor causada.
Jung dizia que, enquanto a pessoa não perdoa pelo que lhe aconteceu, ela revive a situação em sua mente repetidas vezes. Ou seja, ela não se liberta da dor e das emoções tóxicas da raiva, da mágoa, do ódio e do ressentimento, revivendo e revivendo.
Fica mais do que mostrado que nossa mente e nossas emoções, ou seja, nós mesmos, ao não perdoarmos, ficamos ligados à pessoa que nos fez mal. E justamente isso é o que as pessoas não querem: ficar ligadas a essa situação.
Nossas emoções e pensamentos nos governam muitas vezes, e somente nos libertando dessas emoções é que nos libertamos dos comportamentos que elas causam, os quais, muitas vezes, nós nem queríamos ter.
Assim, perdoar nos devolve a autonomia.
Perdoar, na Psicologia de Jung, é um ato de cura e libertação.
Faça como Jesus ensinou: perdoe.
Fiquem com luz.
Seres de Luz





