Por: Ryath
Estamos acostumados a ver muitas discussões e brigas religiosas sobre quem possui a verdade.
Para nós, muitas vezes, o mais importante é descobrir o que é verdade. Por isso, acreditamos naquilo que consideramos verdadeiro e, algumas vezes, acabamos discutindo com quem acredita em algo diferente.
Porém, no Plano Espiritual, a situação seria diferente.
Para os seres espirituais, o mais importante é o indivíduo e o bem que pode ser feito a ele. Não importa apenas a filosofia religiosa em si, mas aquilo que pode ajudar melhor cada pessoa.
Assim, um mesmo espírito pode se apresentar de diferentes formas, de acordo com aquilo que será mais compreensível e benéfico para a pessoa que está recebendo sua ajuda.
Ele pode se apresentar de uma maneira que faça sentido dentro da filosofia religiosa daquela pessoa, respeitando sua fé, sua visão de mundo e sua maneira de compreender o espiritual.
Por exemplo, no Catolicismo, um espírito pode se apresentar como um santo. No Budismo, pode ser compreendido como um Buda ou outra figura espiritual. No Evangelismo, pode se apresentar como Jesus ou como o Espírito Santo. Na Umbanda, pode se manifestar como um Preto-Velho, e assim por diante.
O importante é a maneira pela qual esse espírito pode ajudar aquela pessoa.
Para isso, sua manifestação precisa fazer sentido dentro daquilo em que ela acredita. Afinal, aquela é sua visão de mundo, sua fé e sua forma de compreender a experiência espiritual.
Dessa maneira, a experiência religiosa se torna coerente para a pessoa, permitindo que ela compreenda melhor a ajuda recebida e tire proveito dela.
No Plano Espiritual, o mais importante seria o indivíduo. Todas as religiões possuem suas funções e, de diferentes maneiras, todas podem ajudar.
Como é atribuído ao Dalai Lama, a melhor religião é aquela que faz de você uma pessoa melhor.
A briga pela verdade, muitas vezes, pode se transformar em uma guerra de egos. Queremos provar que estamos certos e que o outro está errado.
Mas talvez o Plano Espiritual não funcione dessa maneira.
As Experiências de Quase-Morte
Isso também pode ser percebido nas chamadas EQMs, ou Experiências de Quase-Morte.
Existem relatos de pessoas que, durante uma situação em que estiveram próximas da morte, afirmam ter tido experiências espirituais muito profundas.
Algumas relatam ter ouvido o que os médicos diziam enquanto estavam temporariamente inconscientes. Outras afirmam ter visto acontecimentos em outros lugares do hospital que foram confirmados posteriormente.
Essas experiências são relatadas como algo extremamente real por quem as vivenciou.
Porém, muitas pessoas também relatam encontrar figuras espirituais relacionadas à sua própria fé.
Algumas veem Jesus ou santos. Outras relatam a presença de Budas, divindades ou espíritos ligados às crenças que praticavam.
Isso pode parecer estranho quando pensamos nas constantes discussões religiosas sobre qual crença possui a verdade.
Porém, talvez exista uma explicação espiritual para isso: o Plano Espiritual poderia se apresentar de maneira flexível, respeitando a forma como cada pessoa compreende o mundo espiritual.
As diferentes religiões também possuem diversos pontos em comum.
Muitas falam sobre a existência de uma realidade espiritual, sobre a continuidade da vida após a morte, sobre lugares ou estados bons e ruins para onde os seres podem seguir e sobre a existência de uma realidade divina.
Além disso, diferentes religiões utilizam elementos semelhantes, como velas, incensos, flores, imagens e outros símbolos para representar e vivenciar sua espiritualidade.
Uma Lição de Respeito
Quem sabe não podemos tirar uma lição de tudo isso?
Talvez possamos aprender a respeitar mais a crença de cada pessoa.
Podemos ser felizes e satisfeitos com a nossa própria religião e, ao mesmo tempo, ficar felizes pelo fato de outras pessoas terem encontrado um caminho diferente que também lhes faz bem.
A crença do outro não precisa ser igual à nossa para ser importante para ele.
Talvez todas as pessoas compartilhem uma mesma verdade universal, ainda que a compreendam e expressem de maneiras diferentes.
Em vez de brigar por crenças, podemos procurar compreender aquilo que nos une.
Cada pessoa está amparada à sua maneira.
E também é importante lembrar que existem pessoas honestas e desonestas em todas as religiões. Existem religiosos bons e ruins, pessoas corretas e aproveitadores, independentemente da crença que seguem.
Por isso, talvez seja mais importante observar o bem que uma pessoa faz, a maneira como trata os outros e se sua espiritualidade a está tornando uma pessoa melhor.
No final, cada um pode seguir seu próprio caminho, respeitando o caminho dos outros.
Fiquem com luz.
Seres de Luz





