O que Platão Falava do Ateísmo?

Por: Ryath

Platão critica veementemente o Ateísmo, chamando-o de falsa crença.

A visão do ateísmo atual considera isso inconcebível, pois os ateus não se consideram adeptos de uma crença, mas de uma falta de crença.

Mas, ledo engano: o gênio de Platão estava certo. Visto que não existem provas de que Deus não existe, então o Ateísmo é uma crença.

Os ateus torcem o nariz quando se fala que o Ateísmo é uma crença, e isso é fruto do orgulho de quem se acha superior por não ter uma crença.

O orgulho é fruto do ego, e o ego é uma ilusão.

Platão ensinava que o Ateísmo é algo perigoso, pois as pessoas poderiam se deixar levar a fazer o mal, acreditando que não existe algo superior julgando e vendo seus maus atos, sentindo-se livres para fazer o mal, o que poderia levá-las ao declínio moral.

Platão tinha uma opinião radical, até mesmo inaceitável para os nossos dias atuais. Ele achava que os ateus deveriam ser persuadidos à filosofia, pois sua filosofia ensina o espiritual, para que fossem convencidos a deixar essa falsa crença. Mas, caso persistissem na disseminação do Ateísmo, deveriam ser presos e até condenados à morte, pelo prejuízo moral que poderiam causar à sociedade.

Não concordo com a prisão ou com a pena de morte defendidas por Platão, mas podemos concordar que existe um declínio moral em nossa época atual e que o Ateísmo pode ter, sim, sua contribuição nele.

Os Argumentos de Platão aos Ateus e às Crenças Religiosas Indiferentes e Corruptas

Platão também considerava como Ateísmo certas crenças religiosas indiferentes e corruptas. Seus argumentos são:

1 – Aos filósofos que diziam que o universo é fruto do mero acaso e das combinações dos elementos (terra, fogo, água e ar), Platão argumentava que o movimento e a ordem do cosmos exigem uma causa inteligente. Para Platão, a alma é anterior à matéria. Portanto, o design inteligente e os movimentos regulares dos astros provam a existência de uma mente divina governando o universo.

2 – Aos que afirmavam que os deuses eram indiferentes aos humanos e que suas ações tanto faziam, Platão argumentava que a negligência é um vício humano, fruto da preguiça ou da fraqueza, e seria uma contradição lógica atribuir esse defeito a seres perfeitos. Os deuses cuidam do macrocosmo e, por consequência, também regulam os mínimos detalhes das vidas humanas.

3 – Aos que achavam que podiam “comprar” o perdão dos deuses por seus crimes e injustiças por meio de oferendas, rituais caros e orações, Platão argumentava que a justiça divina é inflexível e que tentar barganhar com a divindade desonra a própria religião, incentivando o crime e a impunidade na Terra.

 

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