Platão e a Religião

Por: Ryath

Platão, assim como Jung e outros grandes pensadores da humanidade, defendia que a religião e a crença no divino eram essenciais para manter a ordem moral e política da sociedade.

Ele defendia que os cidadãos precisavam acreditar em divindades justas, que punissem os maus e recompensassem os bons, garantindo a coesão social e o respeito às leis. Platão também trouxe muitas ideias religiosas para sua filosofia, sobre as quais tratamos em nossa seção do site:O Espiritualismo de Sócrates de Platão.

Uma pessoa que segue uma religião com princípios do bem desenvolve esses princípios e alcança um aperfeiçoamento interior. Dessa forma, não pratica maldades que prejudiquem a si mesma e aos demais, vivendo de maneira mais ética e boa e, consequentemente, mais feliz.

Tanto Platão quanto Sócrates ensinavam que a vida só pode ser feliz no bem. Nesse sentido, o bem ao qual nos referimos aqui é a bondade, a generosidade e o amor, e não o conceito platônico de Bem, que vamos expor mais adiante.

Platão e Sócrates ensinavam o autoconhecimento como parte do caminho filosófico que apresentavam, desenvolvendo suas próprias concepções sobre a alma e sobre aquilo que existe dentro dela.

Cursos de autoconhecimento dentro do Espiritismo utilizam as obras de Sócrates e Platão em seus ensinamentos aos frequentadores.

Porém, Platão fazia ressalvas quanto à religião grega. Ele defendia, por exemplo, que os Deuses não cometiam imoralidades ou maldades, nem possuíam paixões violentas ou defeitos interiores, como traições, ciúmes excessivos, raiva e outros comportamentos semelhantes.

Platão pregava que os Deuses eram perfeitos, assim como o divino em geral, que é perfeitamente bom, imutável e incapaz de causar o mal ou cometer injustiças.

Acima dos Deuses estava o Bem, que é algo vivo e se aproxima do conceito do próprio Deus cristão.

Para Platão, seu conceito de Bem correspondia ao conceito de Deus. Na filosofia da Idade Média, esse conceito foi interpretado como o próprio Deus também no pensamento e na mística cristã de santos e filósofos da época.

Platão introduziu um Deus ao panteão, que é o Demiurgo, responsável por construir o mundo físico a partir daquilo que existe no mundo espiritual perfeito, no que esse grande filósofo chamou de Mundo das Ideias.

O Demiurgo fez um mundo imperfeito utilizando como modelo a essência perfeita do Mundo das Ideias.

Também em obras apócrifas cristãs se fala do Demiurgo, como no Evangelho de Judas, por exemplo.

Platão ensina que o Demiurgo é um ser benevolente, que deseja impor ordem ao caos.

Nossa alma também pertenceu um dia ao Mundo das Ideias, mas veio ao mundo físico para reencarnar.

Essa alma é imortal e vai se aperfeiçoando por meio do autoconhecimento.

Também em obras apócrifas cristãs se fala sobre o autoconhecimento e a interioridade, apresentando Jesus como um mestre que ensina esse caminho.

Para saber mais, veja nossa seção: O Espiritualismo de Sócrates de Platão.

 

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