Por: Ryath
Reverendo Genshô explica que, em suas primeiras práticas de meditação, uma das dificuldades que enfrentou foi que suas pernas doíam, e isso lhe tirava a concentração.
Aí temos um exemplo claro de um mestre budista muito conceituado, em que o desconforto o atrapalhava para conseguir meditar.
Eu aprendi a meditar deitado, e, embora tenha dormido umas duas ou três vezes quando estava começando, depois a gente aprende a não dormir.
É como se existissem dois caminhos dentro de sua mente na hora da prática: um leva ao sono, e o outro leva à meditação.
Eu acredito que consegui aprender a meditar mais rápido justamente por praticar deitado, pois isso tira diversos obstáculos do caminho, como desconfortos, dores, dificuldade de manter a coluna ereta, entre outros.
Eu achava que meditar sentado era melhor, pois é o que muitos pregam, mas um Mestre Ascenso um dia me contou que meditar deitado é muito melhor, coisa que vivenciei.
Conheci uma pessoa iluminada que demorou anos para conseguir meditar, isso porque fazia Yoga, e a meditação dentro dessa filosofia ocorre na posição de Lótus, que é muito desconfortável para nós, ocidentais, pois não estamos acostumados a sentar nessa posição.
Em países orientais, costuma-se sentar no chão de pernas cruzadas ou em posição de Lótus, mas, no Ocidente, só estamos acostumados a sentar por muito tempo em cadeiras.
Recomendo sempre a meditação deitado em primeiro lugar, mas sentado em uma cadeira em segundo.




