A Psicologia Transpessoal, a Regressão, o Ateísmo, a Filosofia e Muito Mais
Por: Ryath (Inspirado por Senhor da Luz Prateada e Marcelinho)
O ego é uma estrutura da psique, assim como nossos órgãos, ossos, nervos, tendões, veias etc. são estruturas de nosso corpo. Por isso, não o destruímos, mas nos desapegamos dele.
O ego não desaparece; ele se torna desinteressante.
O ego é como o Self, o inconsciente, o subconsciente, o inconsciente coletivo, o id, o superego, a anima, o animus etc., que são partes da psique.
Psique é o que somos por dentro. É o que Sócrates chamava de alma. Sócrates e seu discípulo Platão, que criou a Academia e graças a isso temos acesso aos seus ensinamentos, afirmavam que ela era imortal e sobrevivia à morte.
Na Psicologia Transpessoal, atualmente, explica-se, por meio da Física Quântica, que tudo é feito de energia.
Na ciência, afirma-se que, na natureza, nada se cria, tudo se transforma. Assim, nada se perde; apenas se modifica com o tempo. O mesmo ocorreria com os átomos e as moléculas.
Nossa mente e nossos pensamentos são mensuráveis por meio de aparelhos, como o eletroencefalograma. As emoções também podem ser medidas por instrumentos que detectam alterações fisiológicas relacionadas ao que sentimos.
Então, se tudo é energia, nossa psique, nossas emoções e nossos pensamentos também seriam energia. Embora não possam ser vistos pelos olhos, existem evidências de sua existência.
A Física Quântica ensina que a matéria é energia em estado condensado e que existem diversos níveis de densidade.
Por exemplo, a matéria em estado sólido possui uma densidade maior; no estado líquido, uma densidade menor; e, no estado gasoso, menor ainda.
Sendo assim, normalmente não conseguimos ver ou perceber aquilo que é menos denso do que aquilo que podemos tocar, cheirar, degustar, ouvir ou enxergar.
Nosso corpo físico pode ser visto, mas as ondas da mente e das emoções não. Entretanto, se elas podem ser mensuradas, então existem, mesmo que não sejam percebidas pelos cinco sentidos físicos.
Então, se nossa consciência é energia e, na natureza, nada se cria e tudo se transforma, ela seria eterna.
O termo Psicologia tem origem na palavra psyché, nome dado pelo filósofo Sócrates ao que somos por dentro: nossa alma, que seria eterna e sobreviveria à morte.
O termo psyché, traduzido para os dias atuais, corresponde à palavra psique.
Psicologia é a ciência que estuda a psique. É isso que significa seu nome.
Sócrates desenvolveu uma técnica de autoconhecimento baseada no diálogo, e a Psicologia também utiliza o diálogo em seus métodos.
Aquilo que Sócrates ensinou há aproximadamente 2.500 anos antes de Cristo é retomado pela Psicologia Transpessoal por meio de argumentos científicos.
A Psicologia poderia ser uma ciência muito ligada ao espiritual e à vida após a morte. Entretanto, segundo esta visão, ocorre o contrário. Existe uma doutrinação em muitos locais de ensino, onde são ensinadas diversas ideias não comprovadas ou pouco pesquisadas, como afirmar que a mediunidade seria apenas dupla personalidade, que não existem evidências da vida após a morte ou que não existe o Nirvana.
Assim, quando chega o momento de estudar a Terapia de Vidas Passadas ou hipóteses relacionadas à vida após a morte, muitos estudantes já estariam carregados de preconceitos e não enxergariam esses temas com a consideração necessária.
Freud era ateu e não admitia que assuntos espirituais entrassem na Psicanálise. Isso contribuiu para que Jung, que desejava estudar fenômenos ligados ao espiritual, fosse afastado dos círculos psicológicos da época.
Jung continuou seus estudos e acabou desenvolvendo a Psicologia Analítica.
A ciência deixou de avançar em diversos momentos da história porque a religião dominante não permitia certas investigações. Durante a Idade Média, instituições religiosas possuíam enorme poder, o que atrasou o progresso científico.
Muitos cientistas, filósofos e religiosos foram perseguidos e mortos.
Essa foi a época da Inquisição, que perseguiu pessoas cujas ideias divergiam da religião dominante.
Como consequência, muitas pessoas desenvolveram um pensamento antirreligioso, que foi sendo transmitido por professores, intelectuais e instituições ao longo do tempo.
Pessoas de crenças místicas, cientistas e filósofos frequentemente criticam as religiões. No caso de médicos, psicólogos e filósofos, eles não podem interferir nas crenças espirituais de seus pacientes ou alunos, o que pode reforçar uma postura antirreligiosa.
Foi isso que aconteceu com Freud e também com Hippolyte Léon Denizard Rivail, que inicialmente possuíam uma postura cética.
O que aconteceu foi que Rivail, após muita insistência de uma amiga, decidiu pesquisar os fenômenos das mesas girantes. Impressionado com o que observou, passou a investigar médiuns.
Sua pesquisa consistia em fazer as mesmas perguntas a médiuns diferentes, em localidades diferentes, obtendo respostas semelhantes.
Hippolyte Léon Denizard Rivail era educador e escritor. Posteriormente adotou o pseudônimo Allan Kardec e publicou cinco livros que constituem a codificação do Espiritismo.
Kardec observou que existiam acertos e erros nas comunicações mediúnicas. Chamou esses erros de animismo e ensinou que eles poderiam ocorrer por diversos motivos, entre eles limitações dos próprios médiuns.
Além disso, Rivail viveu em uma sociedade predominantemente cristã. Por isso, os médiuns de sua época possuíam forte influência cultural cristã, o que poderia influenciar suas interpretações espirituais.
O Espiritismo não é a única religião mediúnica que existe. Muitas religiões antigas também utilizaram a mediunidade.
Na Antiguidade, a mediunidade exercia funções semelhantes às de meios de comunicação atuais, fornecendo orientações e informações consideradas importantes para governantes e comunidades.
O Dalai Lama, líder espiritual do povo tibetano, também utilizou práticas oraculares em determinados contextos históricos.
Muitas pessoas não sabem, mas tradições orientais, como o Budismo Esotérico, o Hinduísmo e o Taoísmo, também possuem práticas relacionadas à mediunidade, embora ela não seja o foco principal dessas religiões, diferentemente do Espiritismo, da Umbanda e de algumas escolas esotéricas.
A Yoga, por exemplo, ensina práticas relacionadas ao despertar da Kundalini, uma energia sutil que, segundo essa tradição, pode favorecer o desenvolvimento de capacidades paranormais e mediúnicas.
Nenhuma dessas tradições foi cristã ao longo de sua história, mas o Espiritismo sim. Dessa forma, pode-se considerar que uma visão exclusivamente cristã da realidade espiritual pode refletir influências culturais específicas.
Diversas escolas esotéricas utilizam a mediunidade e receberam influências de religiões antigas, como a egípcia e a grega.
Ao longo da história, muitas religiões cultuaram divindades. Já as tradições judaica, cristã e islâmica seguiram outro modelo religioso.
A Umbanda permite a manifestação de espíritos ligados a diferentes culturas e povos, sendo considerada por muitos uma religião universalista.
Assim, a realidade espiritual não seria exclusivamente cristã, mas universal.
O Universalismo ensina que todas as religiões possuem verdades, embora expressem essas verdades por meio de linguagens, símbolos, parábolas e mitologias diferentes.
As religiões seriam construções humanas inspiradas espiritualmente. Por isso, poderiam conter acertos e erros.
Não devemos condenar uma religião inteira pelos erros de algumas pessoas, mas reconhecer os benefícios que elas oferecem à humanidade, especialmente no autoconhecimento, no consolo espiritual e na busca pela felicidade.
Somos amados e amparados, apesar dos desafios e sofrimentos da vida.
Existem pessoas que utilizam a religião de forma negativa, mas também existem muitas que preservam ensinamentos valiosos e ajudam outras pessoas.
A fé contribui para melhorar a vida, fortalecendo a espiritualidade e oferecendo esperança.
Tanto a religião quanto a Psicologia trabalham com uma mesma dimensão: o interior do ser humano.
Ambas podem promover autoconhecimento e auxiliar as pessoas em diversas áreas da vida.
Elas poderiam ser mais próximas e cooperativas.
Entretanto, muitas pessoas entram nas faculdades desejando ajudar os seres humanos e acabam diminuindo ou perdendo sua fé ao longo da formação.
Em muitos casos, a religião acaba sendo substituída pela confiança exclusiva na ciência e na Psicologia.
As religiões podem acelerar processos de autoconhecimento e crescimento interior para aqueles que desejam seguir esse caminho, podendo conduzir à iluminação, à santidade, à ascensão, ao Nirvana ou a outros nomes utilizados por diferentes tradições.
Existem pessoas que afirmam que o Catolicismo conduz à santidade e o Budismo ao Nirvana, como se fossem estados completamente diferentes. Porém, segundo a visão universalista, tratam-se de formas diferentes de descrever uma mesma realidade espiritual.
Também existem pesquisas relacionadas à oração, à vida após a morte, aos métodos energéticos de cura, à medicina alternativa e às lembranças de vidas passadas, apresentando resultados considerados positivos por seus defensores.
Entre os estudos sobre experiências de quase morte, destacam-se os trabalhos do Dr. Sam Parnia e do Dr. Peter Fenwick, que investigaram relatos de pacientes que foram reanimados após períodos de morte clínica.
Também existem pesquisas que monitoram áreas cerebrais durante regressões a vidas passadas, observando a atividade de regiões relacionadas à memória.
Outros estudos analisam grupos de pacientes hospitalizados, comparando aqueles que recebem orações com aqueles que não recebem.
Pesquisas semelhantes também foram realizadas com práticas como o Reiki.
Existem tantas pesquisas sobre espiritualidade que, segundo esta visão, não seria possível afirmar que o espiritual não existe.
Muitas pessoas da Medicina e da Psicologia, entretanto, oferecem resistência a esses estudos.
Hoje se sabe que pessoas com fé costumam apresentar maiores índices de bem-estar, felicidade e, em muitos casos, melhor recuperação durante doenças e internações.
Assim, o espiritual pode ser um grande aliado da saúde e da felicidade, ajudando a ampliar aspectos positivos da vida e a reduzir sofrimentos.
Fiquem com luz.
Seres de luz.





