Por: Ryath (Inspirado por Senhor da Luz Prateada)
Existe um princípio da luz que é o livre-arbítrio: nós não podemos obrigar o outro a fazer o que ele não deseja. Portanto, não podemos obrigar alguém a ficar com a gente, caso ele não queira.
Existem muitas questões em cima disso, como a dependência do outro, quando colocamos nas mãos dele toda a nossa possibilidade de felicidade, quando, na verdade, podemos ser felizes com outras pessoas, com outras situações ou com outras coisas em nossa vida.
Se não conseguimos desfocar de alguém, isso é sinal de possessão, ou seja, vemos o outro como uma posse nossa, achando que ele não pode sair com outras pessoas, quando, na verdade, ele não nos deve fidelidade, pois ele não nos quis.
Muitas vezes criamos ilusões sobre as outras pessoas, e não existe afinidade. O outro não tem por nós o apreço que criamos por ele, mas isso é uma criação nossa, uma idealização que, muitas vezes, é uma mera ilusão. Não existe encaixe com o outro.
Medo e insegurança fazem a gente querer prender o outro, não dar liberdade para ele, e aí ferimos o princípio do livre-arbítrio.
Você não pode trancafiar alguém em uma jaula com medo de perdê-lo, isso é tirar a liberdade do outro.
Existe um ensinamento da Psicologia que diz assim: você não pode trancafiar uma borboleta em um aquário, pois lá ela não é feliz; você precisa ter um lindo jardim para que a borboleta queira ficar nele.
Sem insegurança, não existe ciúme.
Nós não podemos controlar ninguém, e podar o outro é uma forma de controle. Pode não ser desejo de domínio, mas pode ser medo de perder, medo de ser traído.
Para lidar com essas coisas, temos que trabalhar muito em nós mesmos, seja a ilusão que criamos sobre o outro, se esse for o caso, seja a nossa possessão, o ciúme ou a insegurança. Enxergar e assumir essas coisas em nós é um caminho a se trilhar no autoconhecimento.
O amor é essencial para sermos felizes; ele é a própria felicidade e o bem-estar, está ligado à espiritualidade e, consequentemente, ao autoconhecimento.
Quanto mais amor, mais espiritualidade.
Quanto mais autoconhecimento, mais amor e mais espiritualidade.
Então, é essencial sentirmos amor, mas não de forma a ferir outros princípios da luz. É importante trabalharmos a possessão e a insegurança, e uma das formas de fazer isso é desenvolver o desprendimento nessas questões.
Desprendimento não é não amar, não se importar com o outro ou colocar o orgulho acima dele. Nada disso. Desprendimento é não sofrer caso haja a falta e conseguir seguir a vida sem sofrimento.
O sofrimento nunca é gerado pelo amor, mas sim pela dependência que temos, ou achamos que temos, do outro. São coisas que precisamos trabalhar em nós.
Se não deu certo com uma pessoa, outra pode te fazer feliz, e, se essa pessoa faltar, outra também pode. Caso contrário, isso é dependência, apego e possessão.
Não é para não sermos éticos ou sermos volúveis; é apenas compreender que, na falta de alguém, a vida continua. Devemos ser fiéis e bons, seguindo esses princípios da luz.
Nós gostaríamos de garantias de estabilidade e felicidade eternas, mas, neste mundo em que vivemos, elas não existem. Precisamos alcançar mundos muito mais evoluídos espiritualmente, e conseguimos isso com o autoconhecimento, para então termos garantias de felicidade eterna.
Deus fez um mundo diverso e cheio de aprendizagens para nós; só nos cabe evoluir espiritualmente.




