Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Joana de Ângelis é um espírito que se manifestou por meio do médium espírita Divaldo Franco e integrou, em sua obra, a união entre o Espiritismo e a Psicologia Transpessoal, que é uma corrente da Psicologia que afirma que a vida é eterna e utiliza, para isso, argumentos da Física Quântica, como você pode ver na seção deste site: Psicologia Transpessoal e Física Quântica.
Chega a notícia de que Joana de Ângelis ainda irá encarnar para ajudar, no plano físico da matéria, nesse trabalho de unir a Psicologia ao Espiritismo.
A Psicologia é um ramo do autoconhecimento que frequentemente aborda temas espirituais, assuntos que ainda são vistos com muito preconceito por muitos psicólogos, pois assim são doutrinados nas faculdades. Sendo assim, existe uma grande resistência em relação ao trabalho de Joana de Ângelis.
Os psicólogos são treinados para afastar esses temas espirituais, criando muita resistência. Existem muitas pesquisas científicas que mostram que o espiritual existe, mas elas são negadas ou não recebem a devida atenção.
Muitos dizem que, se isso fosse verdade, seria aceito pela ciência. Entretanto, essas pesquisas provam e evidenciam que o espiritual realmente existe. Veja nossa seção: Ciência, Religião, Provas e Evidências.
As pesquisas existentes são incontestáveis, mas muitos se negam a aceitá-las.
Eu, como umbandista, pertencente a uma religião totalmente mediúnica, estou acostumado a ver provas. Muitas pessoas, porém, não têm essa oportunidade, mas essas pesquisas poderão ajudá-las a encontrá-las também.
O que não quer dizer que a Umbanda seja melhor do que outras crenças. Não buscamos ser melhores do que ninguém; buscamos a humildade, e a humildade nos ajuda a enxergar a verdade.
Pois as necessidades do nosso ego criam mentiras.
É como ensina um grande mestre da humanidade e amigo nosso:
"A mente mente continuamente, mas só o coração sabe o que é verdade."
O ego não é nada comparado ao coração.
Essa é outra frase desse grande mestre.
O Espiritismo busca uma fé que possa caminhar de encontro à razão.
Allan Kardec foi um cientista que, a princípio, era ateu e cético. Porém, ao pesquisar fenômenos espirituais, concluiu que eles existiam, e sua obra acabou se tornando a base de uma religião: o Espiritismo.
Muitos espíritas afirmam que o Espiritismo é uma ciência, e não uma religião.
Entretanto, o Espiritismo é muito mais uma religião do que uma ciência, pois muitas de suas afirmações não são comprovadas cientificamente. A mediunidade pode falhar, como o próprio Allan Kardec descobriu.
Muitas coisas no Espiritismo dependem da fé, assim como acontece em outras religiões.
Kardec não criou uma religião; outras pessoas utilizaram sua obra para esse fim.
A Psicologia estuda o intelecto e as emoções.
O autoconhecimento no Espiritismo é muito baseado na filosofia de Sócrates e Platão, que ensinavam a moral e a ética.
No Espiritismo, a técnica de autoconhecimento recebe o nome de reforma íntima, fundamentada na moral cristã.
Na Filosofia Medieval, buscava-se unir os ensinamentos cristãos com a filosofia de Sócrates e Platão. Um de seus maiores expoentes foi Santo Agostinho, que também aparece na obra de Allan Kardec, ressaltando a importância do autoconhecimento e reforçando a célebre frase de Sócrates:
"Conhece-te a ti mesmo."
Sócrates desenvolveu um método de autoconhecimento muito semelhante ao que hoje encontramos na Psicologia, utilizando o diálogo como instrumento para esse processo.
Assim, encontramos uma união de pensamentos entre a Filosofia, a Psicologia e o Espiritismo.
A Psicologia Espírita ensina que existe uma forma mais avançada de raciocinar: raciocinar por meio dos sentimentos, que estão ligados à intuição.
É ensinado que, no mundo físico, nos comunicamos por meio da fala. Já no mundo espiritual elevado, a comunicação acontece por telepatia e, em níveis ainda mais elevados, ela ocorre por meio dos sentimentos. Por isso, é importante valorizarmos nossos sentimentos, pois eles estão relacionados à felicidade, que é sentir coisas boas.
A Psicologia e o Espiritismo devem ser utilizados para o bem, para a compreensão do ser humano e para o autoconhecimento, pois é para isso que estamos aqui.
Santo Agostinho se comunica com Allan Kardec em suas obras e afirma que a melhor forma de realizar a reforma íntima é por meio do autoconhecimento. Procure guardar essa frase para quando estiver realizando práticas voltadas à sua evolução espiritual.
Segundo a Psicologia de Joana de Ângelis, a razão pertence ao mundo exterior, enquanto a intuição nasce dentro de nós.
A Psicologia aceita a intuição e afirma que ela é uma informação que surge pelo inconsciente. Trata-se de um conhecimento que aparece pronto em nossa mente, sem ser construído por pensamentos, lógica ou raciocínio.
A autora dos livros de Harry Potter afirmou que esse personagem surgiu pronto em sua mente. Para mim, isso é um exemplo de intuição, causada por espíritos para a realização de uma grande obra.
A intuição é uma forma de mediunidade, assim como a inspiração, da mesma forma que indicamos a inspiração espiritual na autoria de nossos textos neste site.
Nossa sociedade é muito baseada na razão. Por isso, vale lembrar o ensinamento daquele grande mestre e amigo nosso:
"A mente mente continuamente, mas só o coração sabe o que é verdade."
A razão representa a materialidade, enquanto a intuição representa a espiritualidade. Esses são ensinamentos apresentados por Joana de Ângelis, baseados nos Tipos Psicológicos da Psicologia Analítica, também chamada de Psicologia Junguiana, criada a partir das ideias de Jung, um autor muito respeitado nos meios espiritualistas por considerar a experiência espiritual uma parte importante da vida.
Jung estudou religiões orientais e ocidentais, alquimia, mandalas, utilizou o I-Ching em sua prática terapêutica e desenvolveu teorias espirituais sobre reencarnação e diversos outros temas.
A Psicologia é uma ciência. Aprendemos na faculdade que seu objeto de investigação é compreender o ser humano em seu mundo interior, e esse conhecimento pode tornar a vida muito melhor.
O nome Psicologia vem de psyché ou psique, termo utilizado pelos filósofos gregos para se referir à alma. Assim, tanto a Filosofia quanto a Psicologia podem ajudar profundamente as pessoas.
A Psicologia ensina que, em termos de razão, não é possível conhecer tudo. Porém, no campo das emoções, é possível ampliar continuamente nosso conhecimento.
Segundo o Espiritismo, em nosso atual nível de evolução, ainda não somos capazes de compreender tudo. Entretanto, quando alcançarmos níveis angelicais de espiritualidade, poderemos adquirir uma compreensão muito maior.
Existe também uma diferença entre a Umbanda e o Espiritismo. Para a Umbanda, a evolução é infinita; já, de acordo com a crença kardecista, existe um nível máximo de evolução.
Segundo o Espiritismo, ainda não temos capacidade para compreender todas as coisas.
Joana de Ângelis, em sua Psicologia, ensina que precisamos sacrificar o nosso eu antigo para que possa nascer o nosso eu novo.
O processo de autoconhecimento produz transformação. Assim, deixamos para trás nosso eu vaidoso, orgulhoso, invejoso, cobiçoso e autossuficiente, permitindo o nascimento de um eu mais humilde, generoso, satisfeito com o sucesso dos outros e mais amoroso.
A cada defeito que superamos, nasce uma qualidade. Dessa forma, vamos nos aperfeiçoando, tornando-nos pessoas melhores, e isso amplia nossa capacidade de amar, que é também nossa capacidade de sermos felizes.
Esse é o nosso processo de santidade: chegar a um ponto evolutivo em que não precisemos mais reencarnar por necessidade, podendo fazê-lo apenas para ajudar outras pessoas.
A santidade corresponde à iluminação. É o objetivo para o qual muitas religiões apontam, cada uma utilizando sua própria linguagem.
Como Joana de Ângelis foi uma freira, no Catolicismo esse estado de iluminação recebe o nome de santidade.
Joana de Ângelis é uma iluminada, assim como Chico Xavier, Emmanuel e muitos outros.
Uma das coisas que Joana de Ângelis nos ensina é que, quando não seguimos o caminho do autoconhecimento, deixamos de enxergar aquilo que existe de negativo dentro de nós e acabamos projetando isso nas outras pessoas, muitas vezes sem perceber. Assim, justamente quem não tem culpa acaba sofrendo as consequências do que carregamos em nosso interior, seja por meio das energias que emitimos, seja pelas palavras que pronunciamos e que podem ferir alguém.
Por isso, também podemos trilhar o caminho do autoconhecimento por amor ao próximo. Assim evitamos fazer outras pessoas sofrerem por nossa causa, e isso é uma demonstração de amor.
Muitas vezes fazemos os outros sofrerem ao despejar sobre eles nossas raivas, frustrações e dores. Mudar por eles também é uma forma de amar.
Se você deseja desenvolver seu autoconhecimento, queremos ajudá-lo neste site. Talvez encontre textos que despertem algum desconforto, mas que também favoreçam seu crescimento interior. Caso prefira não passar por essa experiência neste momento, pule este parágrafo e o próximo e continue sua leitura normalmente. Caso contrário, prossiga com a leitura.
Você costuma pensar ou falar mal dos outros e ainda não trilha o caminho do autoconhecimento?
Se a resposta for sim, talvez esteja projetando nos outros aspectos que existem dentro de você, sem perceber. Esse é um mecanismo inconsciente. Observar esse processo pode contribuir muito para sua evolução espiritual.
Mas não se sinta mal por isso. Infelizmente, esse comportamento é comum. O diferencial está em buscar o autoconhecimento.
Joana de Ângelis também ensina que, quando não nos autoconhecemos, podemos nos tornar extremistas, fanáticos e intolerantes.
O autoconhecimento nos torna pessoas mais flexíveis, compreensivas e agradáveis.
Somente por meio do autoconhecimento conseguimos vencer muitas das ilusões do mundo que influenciam nossa vida. O próprio Budismo ensina que o Nirvana, ou iluminação, representa o despertar dessas ilusões.
Aproveitando que falei que sou umbandista e mencionei Divaldo Franco, apesar de reconhecer a importância de sua obra com Joana de Ângelis, considero que ele demonstrava preconceito em relação à minha religião. Em algumas ocasiões, afirmou coisas sobre a Umbanda que, para mim, demonstram desconhecimento, como dizer que os Orixás são elementais e que os Pretos-Velhos acreditam ser nossos escravos.
Os Orixás são seres criados por Deus para distribuir Sua energia por toda a criação. Tudo o que é criado e mantido pelo Criador de Tudo recebe Sua energia por meio desse trabalho.
Os Pretos-Velhos não tiveram, necessariamente, encarnações como escravos, nem morreram em idade avançada. Eles se manifestam no arquétipo da sabedoria, representado pela figura do ancião.
Os Pretos-Velhos são iluminados e curadores do aspecto emocional dos seres. São espíritos que, no momento da incorporação, manifestam-se como senhores de idade avançada, expressando sua sabedoria no trabalho que realizam, trazendo evolução espiritual às pessoas.
Chico Xavier falava positivamente da Umbanda, dizendo que ela era uma religião de caridade. E realmente é, pois incorporamos espíritos para promover a evolução espiritual, a libertação dos sofrimentos e as conquistas na vida, sendo a maior delas a felicidade, que é o amor.
Quando evoluímos espiritualmente, ampliamos nossa capacidade de amar.
As religiões, de modo geral, buscam promover o autoconhecimento. O Espiritismo o faz por meio da reforma íntima; a Umbanda, conforme explicamos anteriormente; o Budismo, o Catolicismo, o Hinduísmo, o Taoismo e muitas outras tradições também seguem esse mesmo propósito, cada uma com seus próprios ensinamentos e métodos.





