Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Nos primeiros séculos do Budismo, não era bem visto apegar-se à imagem física de Buda. Por isso, ele não era retratado visualmente; apenas se dizia que era muito bonito e que uma de suas características era a vaidade.
As primeiras imagens de Buda surgiram na Grécia e são belíssimas, porém foram criadas a partir da imaginação de seus autores, que não viam problema em se ater à imagem de um líder religioso do Budismo, algo que não fazia parte da cultura budista original.
É curioso notar que, nessas representações, Buda aparece com cabelo, mesmo fazendo parte de uma comunidade de monges que raspavam a cabeça justamente para não se apegarem à vaidade.
Diante disso, surge a pergunta: Buda permitiria que todos raspassem a cabeça sem dar o exemplo?
Uma das coisas que mais despertam a consciência dos outros é o exemplo.
Eu, particularmente, acredito que Buda também raspava a cabeça.
No Budismo Tibetano, acredita-se que a essência de Buda tenha se dividido em diferentes seres, que reencarnam como Lamas para propagar e ensinar o Budismo.
Os Lamas reconhecidos como reencarnações de Buda apresentam características associadas a ele, entre elas a vaidade, segundo essa tradição.
Também existem as imagens do chamado “Buda gordo”. Muitos afirmam que essa figura se refere a um monge Zen que existiu, enquanto outros dizem que representa Maitreya, o Buda do futuro, que reencarnará quando os ensinamentos de Buda forem esquecidos, a fim de restabelecê-los.
Porém, as imagens do Buda gordo também acabam sendo associadas a Siddhartha Gautama.
Embora não saibamos com precisão qual era sua aparência física, sabe-se que, após praticar um ascetismo extremo — com rígidas práticas de automortificação e severa restrição alimentar —, ele passou a se alimentar adequadamente para recuperar as forças e, assim, alcançar a iluminação, o Nirvana, o que de fato conseguiu, passando então a ensinar seus ensinamentos ao mundo.





