Como Conheci o Senhor da Luz Prateada

Por: Ryath

Anos depois de conhecer a Umbanda em um centro ao qual fui somente uma vez, comecei a ter diversos problemas em minha vida: bati o carro, tive diversos sintomas psiquiátricos e também deixei de falar com minha mãe, por influência de uma terapeuta muito destrutiva. Ou seja, minha vida estava totalmente fora dos eixos, e eu estava totalmente mal e infeliz.

Inclusive, em uma das vezes em que bati o carro, foi quando o veículo da frente parou de repente. Tive um pressentimento de que ele era um bandido e ia me matar. Foi uma dessas situações raras que acontecem na vida. Então, para não bater nele, joguei o carro contra uma proteção de ferro que havia na via.

O carro ficou destruído, e uma das pessoas que veio falar comigo disse que achava que havia um bandido naquele carro e queria saber o que tinha acontecido.

Quando soube o que era o Nirvana, na linguagem budista, passei a buscar isso em minha vida, mas também tinha desistido. Eu não frequentava nenhuma religião, nem mesmo o Budismo, com o qual eu mais me afinava.

Minha mãe tinha uma conhecida que contou o caso a ela. Essa pessoa era dirigente de um centro de Umbanda, chamado, na época, de Pronto Socorro Espiritual, e eu precisava ser socorrido.

Então, conversei com essa pessoa. Assim como na novela A Viagem, da Rede Globo, em que contavam coisas sobre o mundo espiritual aos seus membros, aconteceu comigo: essa dirigente me falou que um obsessor estava querendo me matar para acertar contas comigo.

Então, fiquei feliz da vida por existir a possibilidade de meus problemas acabarem.

Foi então que fui ao local. Tudo era muito novo para mim, e eu nem sabia que era de Umbanda o local que frequentava. Apenas sabia que era um lugar espiritual que iria me ajudar. Mas tudo era muito interessante.

Foi em um sábado que abriram o centro para me atender e realizar mais algumas outras tarefas.

Foi aí que conheci aquele que seria meu mestre, que incorporou o Senhor da Luz Prateada.

Meu mestre era gordinho na época, mas percebi, sem questionar, que estava tendo uma visão espiritual. Tudo aconteceu sem que eu raciocinasse sobre esse fato.

Eu não via quem seria meu mestre, o Michel, mas sim um homem magrinho, de quem antipatizei muito. Pensei que ele não ia fazer nada e que eu deveria ir embora logo.

Foi então que o Senhor da Luz Prateada e outro guardião, que eram como policiais espirituais, iniciaram a sessão de limpeza espiritual, e ficou determinado que eu conversaria com o espírito obsessor.

Naquela época, eu era muito devoto ao bem, com meu ego. Então, tentava convencer o obsessor de que o bem era o que era bom, e não o mal.

Inclusive, certa vez, no cinema, vendo um filme que exaltava o heroísmo e o altruísmo, eu dizia em pensamento ao obsessor:

— Isso é que é bom, está vendo?

Na sessão seguinte, quando voltei ao centro, o obsessor concordou em me deixar e seguir um caminho de luz.

Eu tinha 23 anos e não tinha vivência nenhuma, somente uma imensa inocência. E foi justamente isso que o plano espiritual fez: foi ela que colaborou para que esse ser tomasse outro caminho, pois era isso que funcionaria no caso.

Minha vida estava terrível, e eu aconselhando meu algoz a ser bom pode ter feito com que ele quisesse mudar o seu caminho.

Foi aí, então, que perguntei ao Senhor da Luz Prateada se estava tudo resolvido, e ele disse que sim.

Do nada, veio à minha cabeça, sem motivo algum, perguntar ao Senhor da Luz Prateada se ele já tinha atingido o Nirvana. Então, ele disse que sim, e eu fiquei maravilhado com essa informação.

Quando isso aconteceu, voltei a buscar o meu Nirvana novamente. Era ele, um pai meu de espírito, acabando com o que o obsessor havia feito.

O Senhor da Luz Prateada passou a ser meu ídolo, e gostei demais dele depois daquelas primeiras impressões.

Mas ainda não sentia os problemas irem embora, principalmente os psiquiátricos, que me impediam de ser feliz. Em uma nova sessão, perguntei ao Senhor da Luz Prateada por que eles ainda não tinham voltado a ser como antes.

Foi aí que ele respondeu:

— Você não teve esse problema em um dia, mas está assim há muito tempo. Então, você vai voltar, mas não vai ser imediatamente.

Foi aí que, em três, quatro ou cinco dias, os problemas que não me deixavam ser feliz desapareceram. Porém, muitos permaneceram e traziam seus sofrimentos.

No começo, pensei que não poderia frequentar o centro de Umbanda onde fui tão bem acolhido. Então, comecei a procurar algum local para frequentar na internet.

Eu via um site muito interessante para a época, chamado Nominato, e o dono do site se dizia discípulo de Saint Germain, um iluminado da Grande Fraternidade Branca.

Eu sempre tive o sonho de ter um mestre espiritual, mas um mestre iluminado era algo que eu achava inalcançável, embora fosse um grande sonho.

Então, o Michel me chamou para ir ao PSE — Pronto Socorro Espiritual, e o Senhor da Luz Prateada disse que seria meu mestre. Prontinho: sonho alcançado!

Eu me deleitava de felicidade.

Pode parecer confuso eu dizer que o Michel foi meu mestre e que o Senhor da Luz Prateada também foi, mas é que, muito tempo depois, o Michel também se colocou como meu mestre.

A esposa do Michel me falou certa vez um ditado budista que é assim:

“Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece.”

Foi então que me falaram que eu teria que fazer um tratamento espiritual. Também me aconselharam, mais para frente, a fazer o tratamento psiquiátrico, tomando remédios, e disseram que isso iria demorar muito tempo para ser resolvido.

Segundo a ciência, meu problema era irreversível, mas, segundo o Plano Espiritual, não. Eu tinha que ter alguns aprendizados, algumas consciências, e, para isso, meu mestre me ensinou a usar a Lei da Atração, que me ajudou por demais.

Foi aí, então, que comecei a perceber o quanto era nociva a terapia que eu fazia — não a psiquiátrica, mas a outra — e fui abandonando-a.

Passei, nesse período de tempo, após resolver os meus problemas com o obsessor, a viver o melhor período da minha vida, mesmo com os problemas restantes, pois sentia muito amor pela minha namorada na época, que descobrimos depois ser a reencarnação de uma personalidade que ditava livros espíritas.

Passei um ano e meio incrível em minha vida. Foi tão bom, mas tão bom mesmo!

No início, o Senhor da Luz Prateada me atendia uma vez por semana e abria o centro para mim, pois havia uma pessoa no grupo que poderia me prejudicar.

A pessoa que seria meu mestre me ligava todos os dias, perguntando como eu estava.

Agora, pensando bem... Como eu estava?

Estava cercado de amor. Isso sim! Muito bom, muito bom mesmo.

Muito tempo depois, outros problemas me pegaram. Descobri que o Senhor da Luz Prateada era um Orixá, que fazia questão de ser uma entidade. Também passei a escrever intuitivamente o que esse anjo escrevia, e fiquei feliz demais com isso.

Orixás são anjos.

Mas essas histórias posteriores, quem sabe, eu ainda escreva mais sobre elas.

Fiquem com luz.

Seres de Luz.

 

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