Por: Ryath
É comum nos responsabilizarmos pelo outro, pelos ensinamentos que damos e pelo caminho que ele segue. Porém, cada um é cada um.
A nossa evolução espiritual está em nossas mãos, e a do nosso irmão, nas dele. Por mais que façamos pelo outro, ele só vai evoluir ou trilhar o caminho do bem se quiser. Isso não depende de nós, mas dele mesmo.
Nós só podemos ajudar, e o outro só aceita a ajuda se quiser. Se quiser fingir que recebe ajuda por outros interesses, essa possibilidade também existe, e isso não depende de nós.
Cada um é dono do próprio caminho.
Na verdade, é muito frustrante esperarmos que o outro siga aquilo que ensinamos, quando ele é livre para fazê-lo ou não. Isso não depende de nós.
Podemos ensinar, ensinar e ensinar, e o outro pode não seguir, não seguir e não seguir.
Deus deu o livre-arbítrio a cada um.
Muitos passam o tempo reclamando de seus problemas e pedindo soluções, quando, na verdade, não querem ajuda nem evolução espiritual; apenas querem reclamar ou têm outra intenção implícita na reclamação, sobre a qual não foram sinceros ao se expressarem.
Podemos gastar pérolas com porcos; podemos nos desgastar e nos frustrar com algo que não depende somente de nós.
Mas também podemos nos valorizar, discernir o que vale a pena dizer ou ensinar e avaliar as reais condições do outro: se ele realmente quer aprender, ser ajudado no que pede ou se não está sendo sincero.
Carregar nas costas quem não quer andar é frustrante. É como dar murros em ponta de faca ou oferecer uma flor a quem só deseja a lama.
Um dia, todos irão evoluir, mas somente quando quiserem ou por meio do sofrimento. Isso não cabe a nós, mas ao destino. Esse processo pode levar milhares de anos.
É bom ajudar quem quer ser ajudado.
Precisamos cuidar da nossa própria evolução, da nossa autoestima e da nossa sabedoria para perceber quando nossos esforços são inúteis para promover a evolução do outro.
É frustrante ser enganado por quem, de fato, não quer a nossa ajuda, mas busca outras coisas.
Cabe a nós respeitar o livre-arbítrio de cada um e, quando for o caso, saber deixar ir.
Muitas vezes, por causa do outro, colocamos a mão no formigueiro, no enxame, e somos feridos, enquanto ele nem queria evoluir...
Não somos responsáveis pelo outro, mas por nós mesmos.





