Por: Ryath
Quando estava começando a frequentar a Umbanda, meu mestre, que fazia terapia bioenergética na época, me convidou para conhecer o seu trabalho. Foi nele que tive duas visões.
A primeira foi a de um homem da cor rosa, com cabeça de elefante, do qual tenho certeza de que era Ganesha. Isso aconteceu pelo fato de eu estar iniciando na Umbanda e estar muito ligado ao Budismo e ao Hinduísmo na época, pois as deidades se apresentam para nós de acordo com a filosofia religiosa que entendemos.
Então, penso que era uma deidade da fé, que Ganesha é uma deidade da crença, mostrando-se para mim.
Depois, vi um monge tibetano de manto amarelo e vermelho, de óculos.
Fiquei muito feliz por ter essas visões. Fiquei empolgado e com o ego um pouco estimulado por ver esse tipo de coisa.
Então, meu mestre, o Michel, estava incorporando o Caboclo Tupinambá, que, durante as atividades que exerceu, falou:
— Seu mentor é um tibetano, um médico.
Daí eu disse:
— Eu vi um monge tibetano e um homem de cabeça de elefante.
Então, a mulher do meu mestre disse:
— Será que era Ganesha?
Depois, descobri que meu mentor era um Erê, que são espíritos que se manifestam na Umbanda como crianças, pois têm uma energia de pureza muito grande.
O símbolo ou arquétipo da pureza é a criança.
Quando incorporo meu mentor, o Marcelinho, ele fica muito sentado na posição de pernas cruzadas, que é semelhante à forma como os tibetanos se sentam, e é muito conselheiro, diferente de outros Erês, que brincam muito.
Também um mentor do meu mestre disse certa vez que o Marcelinho era um sábio hindu.
O Marcelinho foi tanto um monge tibetano como um sábio hindu, pois teve essas encarnações.
Quando falam que o Marcelinho é um tibetano, muitos pensam que ele é somente um tibetano, mas ele teve múltiplas vidas.
É como dizem que o mestre tibetano é Djwal Khul, quando existem muitos mestres ascensos tibetanos, e não apenas um. Nós nos enganamos muito com essas linguagens.
Uma coisa é o que um autor tentou passar, e outra é aquilo que entendemos.





