Os Quatro Estágios da Meditação Taoísta

Por: Ricardo Chioro – Ryath
(Inspirado e intuído pelos Mestres Ascensos)
1. A Busca
Primeiramente, existe o interesse e a procura por um método.
A busca começa pela ação psicológica, que é o interesse.
Pessoas boas buscam o autoconhecimento e a espiritualidade. Portanto, valorize-se pelo que você é por dentro, sem querer ser melhor nem pior do que ninguém. O sentimento de superioridade nos leva ao orgulho e à vaidade, enquanto o de inferioridade nos tira a autoestima, que também é importante espiritualmente.
A autoestima nos equilibra, e conquistá-la é conquistar autoconhecimento.
O equilíbrio também nos leva ao autoconhecimento. Assim, ganha-se evolução espiritual tanto ao conquistar a autoestima quanto ao viver o equilíbrio que ela proporciona, e isso acontece durante toda a vida.
Depois da ação psicológica, vem a ação física, que consiste em procurar um método na internet, em panfletos ou por indicação de amigos e conhecidos.
2. A Aprendizagem
A aprendizagem consiste em adquirir conhecimento tanto na teoria quanto na prática.
O material de estudo é composto por textos sagrados que tratam da quietude, do acalmar dos pensamentos, da respiração, da contemplação, da concentração e do não pensar durante a prática.
O que ocorre nesse estágio é o aprendizado e a evolução espiritual.
Aprender a meditar também traz autoconhecimento, assim como colocar em prática aquilo que foi aprendido.
Assim como acontece com a autoestima, que proporciona evolução tanto na conquista quanto na vivência, a meditação também promove crescimento ao ser aprendida e ao ser praticada.
3. O Conhecimento
Esse estágio corresponde ao conhecimento do Tao. É quando se consegue a fixação.
Nesse momento, torna-se possível entrar no estado meditativo, deixando os pensamentos passarem sem se prender a eles.
Nesse estágio, continua-se estudando ao mesmo tempo em que se vive a prática, entrando e saindo do absoluto.
Mestre Dzen define esse período como "Conhecer o Tao".
É o momento em que se penetra nas maravilhas do absoluto, entrando e saindo do Tao. Porém, ainda não se consegue levar essa experiência para a vida diária; ela permanece restrita ao período da meditação.
Como ainda não se consegue levar o Tao, o absoluto, para o cotidiano, esse estágio representa o processo de conhecê-lo e experimentá-lo.
4. A Conquista do Tao
Consiste em se tornar o próprio Tao, trazendo essa experiência para a vida diária e vivenciando-a continuamente.
Nesse estágio, deixa de existir separação entre o eu e o Tao. O texto apresenta esse conceito como equivalente ao Self Menor e ao Self Maior do Budismo. O Self Menor corresponde ao ego, enquanto o Self Maior corresponde ao absoluto. Trata-se da compreensão de que não existe separação entre si mesmo e tudo o que existe. Com isso, ocorre uma mudança na forma de pensar: deixa-se de raciocinar apenas no individual e passa-se a considerar o coletivo.
É um estado de amor e plenitude maravilhosos. Porém, não representa o fim do caminho, mas apenas uma conquista, pois a evolução nunca termina e sempre podemos melhorar.
Ao alcançar esse estado de plenitude, deixa-se de precisar de muitas coisas. Como consequência, juntamente com o amor, surge naturalmente a disposição para servir, doar-se e ajudar os outros.
Com essas explicações, fica mais fácil compreender o significado da integração com o Tao.
É importante dizer que o ser não perde sua individualidade nem o ego.
O que acontece é um desapego em relação ao ego, sem que ele deixe de existir.
O ser continua mantendo sua individualidade, mas passa a integrar também o absoluto. Assim, continua podendo falar sobre si mesmo, conservar suas memórias e manter sua identidade.
Trata-se de um estado místico que vai além da individualidade, caracterizado pela integração com tudo.
Para o Taoísmo, quem alcança esse nível torna-se um homem sagrado. Esse conceito é apresentado como semelhante ao que os católicos chamam de santo, mostrando uma aproximação entre essas duas formas de linguagem.
Cada religião possui sua própria linguagem, que é uma forma de expressar seus ensinamentos. Muitas vezes, as religiões não percebem que utilizam linguagens diferentes para explicar uma mesma realidade.
Para o Taoísmo, é a meditação que conduz ao Nirvana. Porém, outras crenças apresentam métodos diferentes.
Naturalmente, a meditação não é a única prática para a ascensão. Existem também outros caminhos, como o desenvolvimento das virtudes psicológicas, entre elas a flexibilidade, a bondade, o amor e outras qualidades.
A Medicina Chinesa também contribui para o autoconhecimento por meio da acupuntura e de outras técnicas.
O resultado da iluminação é a espontaneidade, o desprendimento e o despojamento.
Esse desprendimento não acontece em relação a tudo, como o amor ou a sabedoria. O orgulho e a vaidade podem estar associados até mesmo ao amor e à sabedoria. Assim, aquilo de que se procura desprender é o orgulho e a vaidade, e não o amor nem a sabedoria.
O amor e a sabedoria não são, por si mesmos, orgulho ou vaidade. Entretanto, as pessoas podem desenvolver orgulho e vaidade em relação a essas qualidades, assim como em muitas outras. Segundo o texto, mesmo na iluminação, nem sempre todo orgulho desaparece; ele ainda pode existir.

 

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