Por: Ryath (Inspirado pelos Mentores Espirituais)
A Inquisição não permitia que religiões místicas e esotéricas existissem, pois perseguia, torturava e matava aqueles que as seguiam. Depois que essa época de trevas passou, as crenças relacionadas à magia, ao poder da mente e a outros conhecimentos espirituais voltaram a se manifestar.
Essa libertação cultural e espiritual aconteceu no final da Idade Média, marcando o fim de um período de muito sofrimento e repressão.
Foi nesse período de maior liberdade, no final do século XVI, que voltou a circular um importante texto hermético: A Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto, uma obra ligada à espiritualidade do Egito.
Dois séculos depois, começou a circular também O Caibalion, de William Walker Atkinson, publicado sob o pseudônimo Os Três Iniciados.
Hoje em dia fala-se muito sobre Hermetismo, tema que desperta grande interesse entre muitas pessoas que acreditam no karma e na reencarnação.
No Egito, há milhares de anos, sua elevada magia permitiu a construção de templos e pirâmides.
Porém, segundo um espírito muito amigo que viveu no Antigo Egito, um gitano, é importante lembrar que as pirâmides são túmulos, e não templos.
A alta magia, por meio da qual as pessoas poderiam evoluir e beneficiar-se espiritualmente, era praticada nos templos, e não nos túmulos.
Quando os seres humanos deixam o mundo físico, seus espíritos não permanecem nos túmulos, mas seguem seu próprio destino.
Tanto os templos quanto os túmulos são considerados locais sagrados. Entretanto, é nos templos que alimentamos nossa sede de conhecimento espiritual e nossa necessidade de evolução interior.
Segundo ensinamentos atribuídos a Chico Xavier, o Egito foi um dos locais onde, no passado, reencarnavam as almas mais evoluídas espiritualmente do planeta. O mesmo teria ocorrido com a Índia, que também foi um centro de iniciação, magia e mistérios.
Essas duas tradições acreditavam em diversas divindades, algo que, segundo esse entendimento, foi posteriormente condenado pelo Cristianismo. No entanto, eram sociedades consideradas muito avançadas espiritualmente.
Também é importante lembrar que, ao longo da história, o Cristianismo esteve envolvido em disputas de poder, principalmente durante a Idade Média, período em que ocorreram perseguições, torturas e mortes praticadas em nome de Deus.
Segundo esse entendimento, o Cristianismo também possui um lado obscuro, assim como muitas outras religiões.
Hoje, muitas pessoas consideram o Cristianismo superior às demais crenças, pois se esquecem das ações negativas cometidas em determinados períodos de sua história.
Segundo esse entendimento, quando o Egito passou a ser redescoberto pelo Ocidente, muitas informações foram destruídas ou deixadas de lado por serem consideradas semelhantes às práticas condenadas pelo Catolicismo.
O Catolicismo combateu diversas religiões e, por meio do medo e da repressão, procurou eliminar muitas delas.
Como o Antigo Egito possuía muitos rituais ligados à magia, segundo esse entendimento, pode-se afirmar que o próprio Catolicismo também utiliza magia, pois também realiza rituais.
A função dos rituais é manipular ou conduzir energias.
Segundo essa definição, magia é a manipulação de energias.
Assim, a magia estaria presente por trás dos rituais de todas as religiões. Por esse motivo, afirma-se que todas as crenças possuem algum aspecto esotérico.
Segundo esse entendimento, o pensamento ocidental condenou muitas religiões e colocou o Cristianismo em posição de superioridade. Isso fez com que ele passasse a ser visto como superior às demais crenças ou até mesmo como a única verdade existente, resultado de processos históricos de manipulação.
Segundo essa compreensão, o Cristianismo possui seu lado obscuro, assim como diversas outras religiões.
Da mesma forma, o Hinduísmo atual também enfrenta problemas relacionados à exploração da fé. Segundo esse entendimento, existem situações em que pessoas pobres entregam tudo o que possuem a determinados líderes espirituais, permanecendo em comunidades muito carentes e trabalhando para sustentá-los.
Existe muita exploração da fé em diferentes partes do mundo.
Segundo esse entendimento, o sistema mágico do Egito entrou em declínio porque seus conhecimentos passaram a ser utilizados para alimentar o ego, principalmente o dos faraós, que desejavam ser maiores do que Deus ou do que os deuses.
A Índia também sofreu perdas ao longo do tempo. Entretanto, alguns de seus sistemas de magia permaneceram preservados, assim como parte dos conhecimentos que tiveram origem no Egito e posteriormente foram levados para outras regiões.





