Por: Ryath
A mente e o corpo são separados, então, quando morremos neste mundo físico em que vivemos, a nossa mente continua existindo.
As pessoas que se matam, pois estão em muito sofrimento e querem acabar com ele, vão continuar existindo após a morte e terão que encarar as consequências desse ato.
O suicídio não acaba com o sofrimento de quem morre.
Existe um conceito no Vajrayana, que é o Budismo Esotérico, chamado continuum mental, segundo o qual, mesmo quando morremos, continuamos existindo continuamente pela eternidade.
A mente não morre com o corpo, e, quando falecemos em nosso corpo físico, vamos para uma nova vida, seja ela espiritual, em um dos seis reinos do Samsara, ou em outros locais, caso tenhamos atingido o Nirvana.
Quem atingiu o Nirvana não nasce em um dos reinos do Samsara, mas pode voltar para ajudar quem vive neles, tanto na forma espiritual quanto reencarnando.
Quem atingiu o Nirvana vive no Devachan, que é um lugar muito bom, o local dos Budas.
Muitas pessoas esperam que, depois da morte, todos os sofrimentos acabem, mas não é assim, pois as próximas vidas têm uma dose de sofrimento, nos diversos locais do Samsara ou no mundo espiritual. Porém, até os Budas sofrem; eles não se libertam de todos os tipos de sofrimento. Por isso, o suicídio não resolve problema nenhum, ele apenas complica mais. Assim, é importantíssimo buscarmos tratamento psicológico e psiquiátrico para nossos sofrimentos; eles podem amenizar nossas dores, e elas podem acabar.
Quando morremos, segundo o Vajrayana, passamos por um período chamado bardo, e ele é como um sonho. Depois desse tempo, passando alguns dias ou semanas, então vamos para nossa próxima vida, que será em alguns dos Seis Reinos do Samsara ou no Devachan.
Dentro da linha do tempo, teremos muitas vidas eternamente, em dimensões e mundos diferentes.
Cada local para onde vamos após a morte tem a ver com nosso nível de consciência e karma; se eles forem bons, iremos para bons lugares, mas, se não forem, iremos para locais ruins.
Existem locais de muito prazer no pós-morte, como o reino dos Deuses; porém, neles podemos esgotar todo o nosso karma positivo, que é muito importante para a vida aqui no plano físico, onde trabalhamos para atingir o Nirvana.
Se contarmos apenas com o karma ruim em nossa passagem pelo plano material, ficamos sujeitos somente a sofrimentos, o que torna a existência muito ruim e dificulta termos ajuda para nos iluminarmos.
O Budismo ensina que o melhor local para renascermos é o reino humano, pois aqui podemos atingir o Nirvana e usar nosso karma positivo para uma vida melhor, ao mesmo tempo em que lutamos para nos iluminar.




