Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Perguntaram uma vez para Chico Xavier se acreditar na reencarnação deixa as pessoas mais passivas.
Muitos ateus e céticos dizem que quem acredita em reencarnação tem essa crença porque quer voltar e aproveitar a vida mais uma vez. Acredito que quem fez essa pergunta a Chico também pensava assim.
Na verdade, muitas pessoas não desejam estar encarnadas, mas sim vivendo uma vida melhor no Plano Espiritual. Por isso, muitos se dedicam a atingir a iluminação, para assim não precisarem mais voltar a este mundo com os sofrimentos que ele tem.
Quem atingiu o grau de iluminação não precisa mais reencarnar, mas ainda pode fazê-lo para ajudar os outros.
Para as pessoas que buscam os bons sentimentos e aumentá-los cada vez mais, para quem acredita em reencarnação, essa é uma busca maravilhosa de autoconhecimento, de atingir a iluminação e de ir para um lugar espiritual melhor do que para onde vão os desencarnados que não atingiram o Nirvana.
Ao contrário do que podem pensar os ateus, a crença em reencarnação é uma alavanca na busca de conhecer a si mesmo e das transformações que temos em nossa vida. Não é algo mundano para pessoas que não são mundanas, mas sim uma busca que traz uma vida muito melhor, pois é isso que o autoconhecimento faz: melhora nossa vida em um tanto tão grande que só pode ser compensador.
As crenças que não acreditam em reencarnação podem ser desmotivadoras, por pensarmos: “Para que nos dedicarmos muito ao autoconhecimento, se um dia vamos morrer?”
Então, o mais lógico seria aproveitar a vida, pois só temos uma.
As religiões buscam a iluminação, mas é nas crenças reencarnacionistas que sabemos que as conquistas do autoconhecimento são eternas, deixam a vida muito melhor, e esse progresso continua conosco sempre, cada vez melhor.
Não é à toa que as religiões que acreditam em reencarnação se dedicam tanto a explicar e ajudar no autoconhecimento, cada religião com suas técnicas, e uma prática comum em todas elas é a prática do bem e a abdicação de fazer o mal.
Uma crença que não é reencarnacionista, mas ajuda muito a atingirmos o Nirvana — que seria a santidade dos católicos — é o Catolicismo, e são eles mesmos que usam a fé para se santificar.
Segundo o livro O Segredo, nós podemos atingir a iluminação em uma só vida com a prática da Lei da Atração, que é ter fé, determinar que somos iluminados, visualizar e afirmar isso.
Na verdade, o Catolicismo trabalha com a fé, e a fé traz o milagre; é através dela que atingimos a santidade.
A Umbanda tem um lema parecido, que é assim: “A Umbanda não faz milagres, mas a Umbanda desperta a fé, e a fé faz milagres.”
Indo a um centro de Umbanda, podemos contar com a ajuda das entidades para termos fé e fazermos mais coisas para atingir a santidade.
Você já viu na Umbanda o termo “santo”, que se refere às entidades que ajudam por lá?
Pois é, os guias ou mentores que se comunicam conosco através da mediunidade, na Umbanda, já atingiram a iluminação e, como sabem mais, ajudam quem sabe menos.
É daí que surge o termo “o santo desceu”, pois ele estava no céu e veio para a Terra, podendo se comunicar através do seu médium.
Essas entidades não atendem só na Umbanda, mas ajudam em muitos outros locais espirituais e físicos que auxiliam as pessoas. Então, as entidades não são somente umbandistas, mas reconhecem todo o bem que a nossa religião afro-brasileira faz aos outros.
A diferença de nossa crença para as outras é que conversamos com os santos, mas eles estão em todas as crenças, são muito humildes, amorosos e prestativos, sempre prontos para ajudar, e querem muito fazer isso, pois são iluminados.
Mas os mentores não ajudam somente o Plano Físico, mas também seres de outras dimensões.
Um Preto Velho amigo me contou que ele desce ao Plano Espiritual Inferior, cheio de espíritos maus, e começa a rezar. Dos cinco mil seres que escutam sua oração — que é um pedido para esses espíritos obsessores deixarem o caminho ruim que estão seguindo e irem para um caminho mais construtivo, abrindo mão um pouco de seus egos —, um, dois ou três espíritos vão com ele para a luz.
E ele não acha isso ruim, pois mudou a vida de uma, duas ou três pessoas, e isso é humildade, pois ele não busca atos grandiosos, mas sim atos de amor.
Certa vez perguntaram a Madre Teresa de Calcutá se ela daria um banho em um leproso por 5 mil dólares, que, na época, valiam muito mais do que hoje, e ela se recusou.
Madre Teresa disse que é impossível dar um banho em um leproso por 5 mil dólares; ela disse que só é possível dar banho em um leproso por amor, e ela fazia isso sempre.
Madre Teresa dá muitas lições e, muitas vezes, não deixa de falar o que muita gente não quer escutar, mas fala para o bem da pessoa ou do coletivo.
Madre Teresa já “puxou as orelhas” de muitos, e isso é uma forma de dizer que deu uma lição. Ela escreveu uma obra espírita psicografada falando sobre a forma rebuscada que muitos espíritas usam, dizendo que o que importa é a humildade e a simplicidade, pois, escrevendo de forma simples, todos entendem.
A leitura rebuscada comete confusões e é vista como algo elevado no Espiritismo, mas Madre Teresa diz que não é; que o que é elevado é a simplicidade, a humildade, e não falar de um certo jeito para mostrar evolução ou superioridade.
Querer mostrar espiritualidade é o ego que faz isso.
A humildade não precisa se mostrar, mas sim existir dentro de nós.
Para você se iluminar, aqui no site temos exercícios de fé, emocionais e muitos outros, no nosso menu, em “Práticas”, logo no final desta página.




