Reencarnação, Karma e Iluminação no Cristianismo

Por: Ryath
A reencarnação existe em vertentes do Judaísmo, que foi a religião de Jesus Cristo, formador do Cristianismo.
A princípio, o Cristianismo seria uma religião judaica que aceitava Jesus como messias. Depois, com a obra de São Paulo, é que o Cristianismo cresceu como uma religião diferente e se expandiu.
A reencarnação existia no começo do Cristianismo, e Jesus acreditava nela. Encontramos passagens bíblicas que demonstram isso.
Encontramos versículos na Bíblia que claramente remetem à reencarnação e ao karma, como em Mateus 11:14 e Mateus 17:10-13, em que Jesus afirma que João Batista é o profeta Elias, que já havia retornado. Esse retorno é a reencarnação, pois de que outro modo seria?
Em João 3:3, o diálogo de Jesus com Nicodemos sobre a necessidade de “nascer de novo” também nos remete à reencarnação.
Foi no Segundo Concílio de Constantinopla (553 d.C.), instituído pelo Catolicismo, que a alma deixou de ser considerada preexistente ao nascimento na carne, tornando tal conceito uma heresia, e isso aconteceu por razões políticas do imperador e de sua esposa.
Os livros da Bíblia foram decididos em vários concílios e eventos — entre os principais estão o Concílio de Roma, em 382 d.C.; o Concílio de Hipona, em 393 d.C.; os Concílios de Cartago, em 397 e 419 d.C.; e o Concílio de Trento, em 1546 d.C. Muitas obras foram rejeitadas e descobertas ao longo da história; são os chamados evangelhos apócrifos.
Diversos desses evangelhos apócrifos falam em reencarnação, como, por exemplo, o Evangelho Secreto de João, Pistis Sophia e o Livro de Tomé.
Em Pistis Sophia, Jesus não ensina somente a reencarnação aos seus discípulos, que incluem Maria Madalena, mas também o karma e a evolução espiritual para retornar ao divino, coisa que é tratada em diversas religiões orientais, como o Hinduísmo.
No Evangelho Secreto de João, Jesus também nos ensina que a alma está aprisionada na carne, passando por reencarnações até se libertar, obtendo muito autoconhecimento.
No Evangelho de Tomé, Jesus faz um alerta para que os discípulos se iluminem, para não precisarem voltar à carne.

 

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