Reencarnação na Bíblia

Por: Ryath
Antes da Bíblia existir, havia a Torah, que é o Livro Sagrado do Judaísmo, religião que acredita em reencarnação.
Jesus foi da religião judaica, assim como sua vida e ensinamentos foram descritos nos evangelhos.
O Judaísmo não aceitou Jesus como Messias, e então houve a cisão entre a religião judaica e a cristã.
A religião cristã pegou os escritos da Torah e os colocou na Bíblia com o nome de Antigo Testamento, fazendo a junção com o Novo Testamento, que são os livros que surgiram depois de Jesus Cristo.
A princípio, o Cristianismo era um Judaísmo que acreditava em Jesus e acrescentou seus ensinamentos e sua vida.
Inclusive, o nome Cristianismo vem de Cristo, sendo ele o principal expoente dessa crença, que no Catolicismo é visto como o próprio Deus e, no Espiritismo, como um espírito perfeito que administra o planeta Terra.
Além da Bíblia, houve outras contribuições para o Cristianismo, como tradições orais que abordam os pecados, destacando os Sete Pecados Capitais, que não existem no Judaísmo.
O Cristianismo também recebeu muitas contribuições de santos e de suas filosofias, pois houve muitos filósofos cristãos que não estão na Bíblia.
Tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento são conjuntos de livros adicionados à Bíblia.
A Bíblia e a Torah são junções de diversos livros.
Os nossos irmãos espíritas ensinam que foi no Concílio Ecumênico de Constantinopla, no ano de 553 d.C., que a reencarnação saiu do Cristianismo, e os responsáveis por isso teriam sido o imperador Justiniano e sua esposa, Teodora.
Esse concílio não costuma ser muito retratado por certos historiadores, pois desagrada à Igreja Católica e às Igrejas Evangélicas, que exercem muito poder e domínio sobre a sociedade, diferentemente das religiões que creem em reencarnação, como Umbanda, Budismo, Espiritismo, Hinduísmo, Taoísmo e muitas outras, que não exercem o mesmo poder na sociedade ocidental.
Pessoas egoístas buscam o poder e o dinheiro acima de tudo, não se importando com a verdade ou com o que é certo, e assim distorcem os fatos de acordo com seus interesses.


1 — Algumas passagens do Antigo Testamento da Bíblia que falam em reencarnação
“Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses do ventre da madre, te consagrei e te constituí profeta das nações.” (Jeremias 1:5)
Essa menção é interpretada como uma referência lógica à reencarnação.
“Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo.” (Jó 14)
Outra situação considerada muito clara sobre a reencarnação.
“Podemos até dizer que, na pessoa de Abraão, aquele que devia receber o dízimo, Levi, entregou o dízimo, pois ele estava no corpo do seu antepassado Abraão, quando Melquisedec veio ao seu encontro.” (Hebreus 7:9-10)
“Alguns diziam: João ressuscitou dentre os mortos; outros: Elias apareceu; e outros: ressurgiu um dos antigos profetas.” (Lucas 9:7-8)
“Por aquele tempo, ouviu o tetrarca Herodes a fama de Jesus e disse aos que o serviam: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos e, por isso, nele operam forças miraculosas.” (Mateus 14:1-2)
“Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei para lá.” (Jó 1:21)
Essa última passagem é interpretada como uma referência de que a alma não nasce com a gravidez da mãe, mas vem de outro lugar, e também retornará em outras vidas, em outras gestações.


2 — Alguns trechos que abordam a reencarnação no Novo Testamento da Bíblia
“E saiu Jesus e os seus discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? E eles responderam: João Batista; e outros: Elias; mas outros: um dos profetas. E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo. E admoestou-os para que a ninguém dissessem aquilo dele.” (Marcos 8:27-30 ARC)
Os irmãos espíritas interpretam esse trecho da Bíblia dizendo que João Batista seria a reencarnação de Elias.
Isso está no Evangelho de Marcos, que é um dos livros do Novo Testamento.
Abaixo veremos a mesma passagem, mas escrita por Mateus, com mais detalhes sobre o acontecimento:
“E, chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Então mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo.” (Mateus 16:13-20 ARC)
“E ouviu isso o rei Herodes (porque o nome de Jesus se tornara notório) e disse: João, o que batizava, ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. Outros diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta ou como um dos profetas. Herodes, porém, ouvindo isso, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dos mortos.” (Marcos 6:14-16 ARC)
Esse “ressuscitou”, segundo interpretações espíritas, também é entendido como um termo relacionado à reencarnação.

 

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