Reencarnação em Sócrates, Platão e Pitágoras

Por: Ryath

Não sabemos ao certo o que veio de Platão e de Sócrates, pois Sócrates nada deixou por escrito, diferente de Platão, que deixou muita coisa, além de fundar uma escola chamada Platonismo, que é responsável por conhecermos suas obras nos dias de hoje.

Platão escrevia diálogos de Sócrates transmitindo ensinamentos. Esses diálogos poderiam ser produtos de Platão, ou os ensinamentos poderiam vir de Sócrates, já que eram mestre e discípulo.

Mas existe um registro histórico que mostra que a crença na reencarnação de Sócrates vinha dele mesmo, e não de Platão. Enquanto esperava por sua execução na prisão, condenado injustamente por suas ideias, ele disse:

“Tenho certeza de que realmente existe tal coisa como uma vida nova, e de que a vida brota da morte.”

Sócrates acreditava no progresso do espírito e da consciência através do autoconhecimento, que é o que chamamos hoje, no Espiritualismo, de evolução espiritual. Assim, essa crença se relaciona com a reencarnação, pois Platão ensina que ela é atingida ao longo de muitas vidas.

Platão falava da reencarnação em suas principais obras e, assim como no Budismo ou no Hinduísmo, o ser poderia reencarnar no reino animal caso se voltasse demais para os desejos materiais.

Para Platão, a alma cai no mundo da realidade absoluta e, nele, pode aceitar ser um ser humano e, então, passar pela reencarnação.

Quando o ser consegue grande avanço em seu autoconhecimento e em seu progresso, ele sai do ciclo de reencarnações e entra na existência eterna.

Platão chama o mundo para onde vão as almas que alcançaram o fim dos ciclos de reencarnação de Mundo das Ideias, que é um mundo perfeito.

Para Platão, uma forma muito elevada, que conduz à libertação do ciclo de reencarnações, é a do filósofo que luta pelo conhecimento superior, que é a sabedoria, que vem com o autoconhecimento. Assim, ele poderia se libertar e alcançar o Mundo das Ideias.

Pitágoras, assim como Platão, ensinava a evolução da consciência até atingir a libertação das reencarnações.

Pitágoras ensinou que as reencarnações serviam para a purificação de nossa alma e que ele, esse filósofo, poderia se lembrar de suas outras vidas.

Pitágoras chamava a reencarnação de transmigração ou metempsicose.

Tanto para esses três filósofos, a alma é imortal, mas passa por uma aprendizagem, que é o autoconhecimento, algo que é muito profundo e mexe profundamente com nosso ser.

Tanto para Platão como para Pitágoras, a alma se liberta do corpo no fim das reencarnações.

Sócrates, Platão e Pitágoras ensinavam a importância da ética e da moral para o autoconhecimento.

A ética e a moral eram ensinadas na filosofia, daí a busca do filósofo pelo conhecimento superior.

Muitos pitagóricos afirmavam se lembrar de suas outras vidas passadas.

A reencarnação, para esses filósofos, acontecia com pessoas e animais.

 

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