Por: Ryath (Inspirado pelos Mentores Espirituais e Pesquisado)
Os antigos egípcios iam compreendendo as verdades espirituais e codificando aquilo que percebiam na forma de mitos e outras representações.
Em suas representações, as divindades recebiam características de animais, principalmente a cabeça, mas também outras partes do corpo, como as asas da deusa Ísis.
Codificar as verdades espirituais em mitos foi algo muito comum em nosso planeta, para que pessoas mal-intencionadas não soubessem utilizar o conhecimento espiritual para praticar maldades.
Assim, Hórus representa Deus, o Criador de tudo, e seu olho vê todas as coisas, pois Ele é onisciente. Daí surge o Olho de Hórus.
Deus Hórus era representado com a cabeça de um falcão e é conhecido como o emissário da luz. Também possui um disco solar sobre a cabeça, pois é o portador da luz.
O Deus Thoth, também conhecido como Hermes Trismegisto, possui cabeça de íbis, pois é a deidade do conhecimento, tendo a comunicação e a escrita como áreas de atuação, já que tudo isso representa informação.
Fazendo um sincretismo com a Umbanda, Thoth corresponde a Oxóssi, o Orixá do conhecimento.
O autoconhecimento faz parte do conhecimento.
Já o Deus Anúbis, que rege a morte, possui cabeça de chacal, pois esse animal se alimenta de carne de cadáveres, motivo pelo qual foi feita essa associação.
Assim, na mitologia egípcia, no momento da morte, o Deus Anúbis empunhava um cajado cortante, com o qual era rompida a ligação entre o corpo e a alma, libertando-a para viver no mundo espiritual e passar pelo julgamento.
Sendo Anúbis o regente da morte, era uma divindade temida, pois a morte também era temida. Ainda assim, trata-se de uma deidade benéfica, que desempenha seu papel na natureza.
No sincretismo com a Umbanda, Anúbis corresponde a Omulu, o Orixá que rege os términos das coisas que não servem mais ou que são prejudiciais.
Omulu ou Anúbis encerram ciclos para que outros melhores possam surgir. Assim, os Anciãos, também chamados de Pretos-Velhos, trabalham na irradiação de Omulu, Obaluaiê e Nanã, atuando na evolução espiritual e trazendo cura para o campo emocional.
Senhores da Morte é o nome dado às entidades que trabalham na irradiação de Anúbis ou de Omulu. Trata-se da morte de situações ruins ou daquilo que já não serve mais, sendo, portanto, seres que realizam um trabalho muito benéfico.
No momento da morte, segundo a mitologia egípcia, o Deus Anúbis liberta um pássaro com cabeça humana, que representa a capacidade da alma de voar.
A deusa Ísis é a divindade do amor e, no sincretismo com a Umbanda, corresponde à Orixá Oxum.
O amor é sinônimo de felicidade, pois corresponde aos sentimentos que nos fazem bem.
A recompensa de nossa evolução espiritual é ampliar nossa capacidade de amar e, consequentemente, de sermos mais felizes.
Os relacionamentos amorosos, quando realmente são baseados no amor e na complementaridade entre duas pessoas, também são algo muito precioso e que nos faz felizes.
A deusa Ísis é a protetora dos mortos e também realiza curas.
Os Gitanos que se apresentam na Umbanda são um povo que surgiu no Egito e somente depois foi para a Índia.
Os ciganos são derivados dos Gitanos.
Os Gitanos cultuam os deuses egípcios e, quando falamos em Orixás, eles veem as deidades do Antigo Egito, pois cada deidade corresponde a um Orixá.
Existem templos no mundo espiritual dedicados aos deuses egípcios, dando continuidade a essa antiga religião, que deixou de existir em nosso mundo material, mas permanece viva no plano espiritual.





