Satisfação, Felicidade e suas Relações com o Cultivo do Autoconhecimento

Por: Ryath
O Budismo fala muito sobre a insatisfação, que muitas vezes é traduzida de forma equivocada como sofrimento.
Porém, a busca pela satisfação, tanto na Psicologia quanto no Budismo, apresenta semelhanças, pois ambas se baseiam no autoconhecimento.
A satisfação está ligada ao cultivo de um propósito, ou seja, à capacidade de encontrar sentido em atividades que vão além do simples prazer.
O prazer é importante, mas é preciso mais do que isso para nos sentirmos verdadeiramente satisfeitos.
Ser grato por tudo também está relacionado à satisfação, pois, quando agradecemos, demonstramos estar bem com o que temos e com o que nos acontece.
Compreender nossas limitações, capacidades, necessidades, valores e qualidades nos ajuda a alcançar a satisfação, pois o autoconhecimento nos torna mais completos — e, quanto mais completos somos, menos necessidades sentimos que precisam ser preenchidas.
Conexões profundas nos relacionamentos, como amar e ser amado, também nos trazem satisfação. Acredito que isso seja realmente algo válido a se buscar na vida.
É importante sermos bons em nossos relacionamentos e também estarmos cercados de pessoas que sejam boas nisso. Ser bom, nesse sentido, é ser alguém que se doa, que se importa com os outros e que é fiel.
Aquilo que se chama de “viver o presente” — ou seja, não manter a mente presa ao passado ou ao futuro, mas focada no aqui e agora, atenta ao que está sendo feito — também traz satisfação. O futuro ainda não chegou e o passado já passou; ambos podem gerar insatisfação quando nos fixamos nas perdas do passado ou nos desejos do futuro. Por isso, é importante viver o presente, saborear as pequenas coisas, como um café, um leite, um seriado ou um filme que você gosta.
O Budismo também nos ensina a gratidão e a importância de viver o presente.
Ser curioso e buscar novas experiências também ajuda a diminuir o vazio interior e a aumentar a satisfação.
A saúde emocional é fundamental para nos sentirmos satisfeitos. Quanto mais autoconhecimento temos, mais desenvolvemos essa saúde emocional. Isso envolve aprender com as experiências da vida, inclusive com os sofrimentos, estabelecer limites, refletir sobre nossas ações, entre outros aspectos.
Praticar o perdão também nos traz satisfação, pois sentimentos como raiva, mágoa, ressentimento e ódio estão ligados à insatisfação — seja em relação aos outros, seja em relação a nós mesmos. Por isso, perdoar é sempre importante.
Estar satisfeito é estar bem, e estar bem é sentir coisas positivas.
Sentindo emoções negativas de forma constante, torna-se difícil alcançar a satisfação.
Quanto mais plenos nos tornamos, maior é também a nossa tendência à satisfação.
Ser infeliz é não estar bem; e quem não está bem, está insatisfeito, pois todos desejam sentir-se bem.

 

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