Sócrates e o Autoconhecimento

Por: Ryath

1 – O Início com o Oráculo de Delfos

A frase “Conhece-te a ti mesmo”, gravada no templo de Delfos, tornou-se o lema principal da vida de Sócrates.

A sacerdotisa do Oráculo de Delfos afirmou que Sócrates era o homem mais sábio de Atenas, e isso fez o filósofo, que é tema deste texto, começar seu trabalho de autoconhecimento na filosofia.

2 – O Bem e o Autoconhecimento

Sócrates fazia uma relação entre o autoconhecimento e o bem, sendo o mal fruto da ignorância de si mesmo.

A pessoa que se conhece conhece o bem e vive para o bem.

A pessoa que olha para dentro de si, ou seja, que se autoconhece, torna-se melhor, mais bondosa, ou seja, mais justa, ética e equilibrada.

3 – Sabedoria

Para Sócrates, a sabedoria vem do autoconhecimento, que é examinar a própria alma, aquilo que se é por dentro, e reconhecer nossos limites e defeitos.

Logo, a sabedoria tem a ver com o bem, mas também com a moral, que é fruto do aperfeiçoamento interior, que é o que temos de melhor dentro da gente.

4 – O Método de Sócrates

O método de Sócrates é o diálogo com os outros, questionando suas ideias e buscando a verdade em conjunto.

O método de Sócrates começou com ele tentando desmentir o oráculo. Sócrates foi conversar com pessoas consideradas sábias, como políticos, poetas e artesãos.

Ele percebeu que essas pessoas tinham muita vaidade e achavam que sabiam de tudo, mas, na verdade, não sabiam nada de importante.

Sócrates entendeu que era mais sábio do que os outros apenas por um detalhe: ele sabia que não sabia.

Conhecer a si mesmo significa, antes de tudo, reconhecer a própria ignorância, representada pela famosa ideia de “só sei que nada sei”.

O verdadeiro valor de uma pessoa não está no corpo, nas posses ou na fama, mas na alma. Cuidar da alma significa buscar o autoconhecimento moral.

Sócrates deu o nome de psyché para alma, que é a psique, ou seja, aquilo que somos por dentro.

Psicologia vem de psique + logia, ou seja, estudo do que somos por dentro, e possui um método de diálogo bastante parecido com o de Sócrates.

Porém, para Sócrates, a alma é eterna e sobrevive à morte, assim como na Psicologia Transpessoal.

A alma é de natureza divina.

5 – A Importância do Autoconhecimento

Para Sócrates, a importância do autoconhecimento era tanta que ele dizia que uma vida não examinada não vale a pena ser vivida.

Esse exame é um exame de si mesmo, por meio do qual aprendemos mais sobre nós mesmos.

Para Sócrates, aceitar costumes e comportamentos de ordem social sem questionar é viver de forma superficial.

Profundidade é ir para dentro de si mesmo, para a interioridade, conhecendo a si próprio.

Sócrates ensinava as pessoas a fazerem um autoexame diário através do diálogo, atingindo o autoconhecimento.

Sócrates defendia o questionamento e as reflexões constantes, todos os dias.

O autoconhecimento é a evolução espiritual.

Evolução é avanço, e o espiritual é o que somos por dentro. É o avanço daquilo que somos por dentro, ou seja, o autodesenvolvimento e o aperfeiçoamento interno.

6 – Relação com a Vida Após a Morte

Quanto mais qualidades espirituais uma pessoa tem, como humildade, generosidade, simplicidade e empatia, mais ela é aperfeiçoada moralmente, mais ela faz o bem e evita prejuízos depois da morte.

Quando a pessoa morria, segundo Sócrates, ela era julgada segundo o bem e suas virtudes, e segundo o mal e seus vícios. Assim, o autoconhecimento ajudava a termos um melhor destino depois da morte.

7 – Relação com a Felicidade

Para Sócrates, uma vida feliz era guiada pelas virtudes, ou seja, pela vida justa, honesta e guiada pela razão.

Assim, vimos que o autoconhecimento tem relação direta com as virtudes e, consequentemente, com a felicidade.

Quanto mais virtuosa é uma pessoa, mais ela é feliz.

O fruto do mal é próprio da ignorância de si mesmo.

Quem faz o mal é porque não conhece o verdadeiro bem, para Sócrates.

A felicidade, para esse filósofo, não depende de posses, poder ou coisas que são frutos do que hoje chamamos de ego.

 

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