Por: Ryath
O Budismo, em sua Psicologia, procura nos libertar do sofrimento. Uma das formas de sofrer é permanecer pensando e desejando não sentir dor ou não passar por perdas.
Foi exatamente isso que aconteceu com Sidarta Gautama, o Buda, fundador do Budismo.
Segundo a tradição, Sidarta foi impedido de conhecer o sofrimento e a morte, pois havia uma profecia de que ele se tornaria ou um grande líder espiritual ou um grande rei.
Sidarta nasceu como príncipe e foi protegido de tudo o que pudesse lhe mostrar o sofrimento e a morte, pois seu pai acreditava que, assim, ele se tornaria um rei, e não um líder espiritual.
Porém, quando Gautama descobriu que o sofrimento e a morte existiam, ficou profundamente abalado, pois nunca havia tido contato com essa realidade. Isso lhe causou grande sofrimento, porque ele não queria passar por experiências dolorosas.
Sidarta passou a sofrer por não querer sofrer.
Muito sabiamente, os hinduístas e os yogues aos quais Gautama recorreu ensinaram que, para superar esse sofrimento, ele precisaria atingir o Nirvana.
Os hinduístas e os yogues lhe propuseram práticas para alcançar esse objetivo. Entretanto, na Índia, muitas dessas práticas ascéticas envolviam automortificação e a renúncia a qualquer desejo considerado mundano.
Gautama praticou durante seis anos sem atingir seu objetivo. Então concluiu que aquele caminho não o levaria ao Nirvana. A partir desse momento, passou a cuidar melhor de si mesmo, alimentando-se adequadamente para ter energia para a prática espiritual. Mudou sua forma de seguir o caminho, mas continuou meditando e, então, alcançou seu objetivo.
Depois disso, Gautama passou a ser chamado de Buda, que significa "Iluminado".
Ao atingir o Nirvana, conforme seus mestres hindus haviam lhe proposto, ele se libertou da obsessão de não querer sofrer. Simplesmente deixou de permanecer preso a esse pensamento e de dar tanta importância a essa preocupação.
O Budismo nos ensina a viver o presente, sem nos preocuparmos inutilmente com um futuro imaginário. Não sabemos o que o futuro nos reserva.
Buda passou a estar satisfeito com sua existência, compreendeu que a vida pode ser vivida com felicidade e deixou de se preocupar constantemente com o sofrimento que poderia experimentar no futuro.
Muitas pessoas entram em estados de depressão e angústia por permanecerem pensando que não querem sofrer. Segundo esta compreensão, esse sofrimento possui causas inconscientes que podem ser trabalhadas. Essas causas podem ser diversas, inclusive a falta de um propósito maior para a vida. O amor pode preencher esse vazio e nos manter em um estado de maior bem-estar.
O amor é um sentimento profundamente agradável e positivo. Ele nos faz muito bem e dá sentido à vida.
Buda rompeu com o ascetismo mais rigoroso do Hinduísmo, que valorizava práticas de sofrimento e a renúncia completa aos desejos mundanos.
Assim nasceu o Caminho do Meio do Budismo. Ele não propõe satisfazer todos os desejos mundanos, mas ensina que muitos deles podem ser vividos com equilíbrio.
Dessa forma, Buda tornou-se exatamente aquilo que seu pai mais temia: um grande líder espiritual.
Durante sua vida, Buda não possuía a fama mundial que tem hoje. Era reconhecido como um mestre espiritual, assim como outros mestres do Hinduísmo, porém apresentou uma filosofia com alguns pontos de vista diferentes da tradição hindu.
Buda, assim como outros mestres hindus, tinha como objetivo conduzir os praticantes ao Nirvana, à iluminação, por considerá-la uma conquista extremamente benéfica.
O Budismo apresenta a iluminação como a superação de grande parte do sofrimento.
A vida possui altos e baixos, momentos agradáveis e momentos difíceis. Quando permanecemos focados apenas no sofrimento e no desagradável, tendemos a sofrer mais. Por isso, recomenda-se abandonar esse hábito mental e investir no autoconhecimento. Em nosso site existem diversas práticas voltadas para esse objetivo.
O sofrimento de não querer sofrer representa uma profunda insatisfação com a vida. Todos estamos sujeitos ao sofrimento, mas não precisamos permanecer pensando constantemente nisso, pois essa preocupação pode gerar sofrimentos desnecessários, especialmente porque nem sabemos o que realmente acontecerá no futuro.
É no Nirvana que muitas insatisfações desaparecem e percebemos a vida como algo profundamente maravilhoso.
O iluminado procura ajudar todas as pessoas e raramente pede algo para si mesmo, pois está em paz consigo. Por isso, deseja que os outros também encontrem essa felicidade.
O iluminado vive a alegria de ajudar, de amar e de praticar o bem. Isso também é felicidade.
A vida precisa ser boa e satisfatória. Por isso, o Nirvana é tão recomendado. Em nosso site também disponibilizamos muitas técnicas de autoconhecimento em nossa seção de práticas, e recomendamos fortemente que você as conheça.
O sofrimento de não querer sofrer pode diminuir quando encontramos um propósito elevado para viver, um sentido profundo ou uma felicidade verdadeira.
E você, sofre com o medo de sofrer?
Busque o autoconhecimento ou procure ajuda terapêutica. Não permaneça preso ao sofrimento; procure superá-lo.
A vida foi feita para ser desfrutada dentro do caminho do bem.
Um propósito maior para a vida é encontrado no amor.
Quando deixamos de permanecer presos ao passado ou excessivamente preocupados com o futuro, conseguimos viver o presente e deixamos de alimentar pensamentos constantes sobre aquilo que pode acontecer de ruim.
Entre as práticas do Budismo está a aceitação dos altos e baixos da vida. O objetivo é desenvolver desprendimento em relação à necessidade de vivermos apenas momentos agradáveis, aprendendo a viver plenamente o aqui e agora, sem permanecermos presos ao medo do sofrimento futuro.
Uma mente que deixa de viver obcecada pelo desejo de nunca sofrer conquista grande liberdade, pois deixa de permanecer aprisionada a uma ideia fixa que lhe causa sofrimento.
Todos desejamos estar sempre bem. Entretanto, não temos controle absoluto sobre tudo o que acontece em nossa vida. Assim, precisamos aceitar essa realidade. Saindo um pouco da perspectiva budista e entrando em uma visão espiritual mais ampla, também podemos confiar em Deus e no Plano Espiritual do bem, que trabalha em nosso auxílio.
Deus sempre deseja o nosso melhor, e é importante buscarmos segui-Lo.
Certa vez, um iluminado afirmou que acreditava ser guiado por algo superior, que é Deus. Essa é uma atitude muito bonita. Todo o bem que ele realizava era visto como expressão da vontade divina, do Criador de Tudo o que Existe. Essa visão demonstra profunda humildade.
Todo o bem presente em seu coração não era atribuído apenas a si mesmo, mas também a Deus. Por isso, essa atitude revela grande humildade, pois seus atos não eram creditados somente a ele, mas também ao Criador de Tudo o que Existe.
Para muitas pessoas, a ideia de sofrer algum dia é insuportável. Por isso, é importante trabalharmos interiormente essa questão, e uma boa terapia pode ser de grande ajuda.
Busque sempre o autoconhecimento, pois ele faz muito bem. Procure fazer o bem, pois, segundo esta compreensão, isso favorece o merecimento das boas conquistas. Utilize também a Lei da Atração para construir uma vida melhor para si.
Liberte-se do sofrimento de não querer sofrer.
Deus quer vê-lo sorrindo, e não chorando.
Procure sempre estar bem. Segundo esta compreensão, é isso que Deus, as deidades e os espíritos do bem desejam para nós.
Faça tudo o que estiver ao seu alcance para viver bem. Aceite esse desejo de Deus para sua vida.
Plante sempre o bem, o autoconhecimento e a realização de seus sonhos, desde que eles não façam mal a ninguém.
Isso só pode trazer coisas boas.
Você, que é bom, merece coisas boas.
Pense sempre de forma positiva.





