Sofrimento no Budismo

Por Ryath
O Budismo tem como tema central o sofrimento e a forma de superá-lo.
Para a religião do Buda, a doença, a morte, a velhice, os desejos não realizados, a perda de pessoas queridas, entre muitas outras situações, são formas de sofrimento.
O fim do sofrimento vem com o Nirvana, ou Nibbana, que é o Grande Despertar.
O Nirvana vem por meio do autoconhecimento.
Pela linguagem utilizada no Budismo, muitas pessoas entendem que o Nirvana representa o término de todo e qualquer tipo de sofrimento. Assim, acreditam que, ao atingir o Grande Despertar, não terão mais qualquer tipo de dor. Porém, não é isso.
Se a velhice é considerada uma forma de sofrimento, pensar que, ao atingir o Nirvana, a pessoa não envelhecerá mais é um engano. Da mesma forma, acreditar que não haverá morte também é um equívoco, pois o próprio Buda, após atingir o Grande Despertar, envelheceu, adoeceu e morreu.
Podemos notar, com isso, que o Budismo muitas vezes é apresentado por meio de explicações resumidas, nas quais alguns aspectos ficam implícitos. Segundo esta compreensão, isso também ocorre devido às traduções dos textos budistas, que nem sempre expressam plenamente seus significados.
O sofrimento que termina com o Nibbana é, em grande parte, aquele que vem do ego, como a preocupação excessiva com a doença, a velhice e outras formas de sofrimento psicológico.
Uma pessoa iluminada, ou seja, alguém que atingiu o Nibbana, ainda pode experimentar algum sofrimento ligado ao ego, mas em intensidade muito menor. Ao mesmo tempo, torna-se uma pessoa profundamente feliz.
Assim, o Nirvana não representa o fim de todo sofrimento, mas o fim de muitos dos sofrimentos que norteiam a vida das pessoas.

 

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