Por: Ryath (Inspirado pelos Mentores Espirituais)
Thoth é um Deus com cabeça de pelicano e corpo de homem.
No Egito Antigo, seus deuses misturavam características do corpo humano com as de diferentes animais.
Em muitas imagens, o Deus Thoth, uma divindade lunar, aparece com um círculo sobre a cabeça. Esse círculo representa a Lua.
Essa divindade é regente do conhecimento, sendo também conhecida como o Deus da sabedoria, da astronomia, da medicina e da magia. Era vista como uma deidade bondosa, justa e conciliadora.
As pessoas boas se importam com aquilo que é justo e bom; por isso, Thoth atua nessas áreas.
A magia no Egito alcançou graus muito elevados. Assim, foram criadas as pirâmides, o rio Nilo e muitos outros feitos que permanecem inexplicáveis para a nossa ciência.
Os egípcios mediam o tempo pelas fases da Lua, criando calendários que eram muito importantes para prever as cheias do rio Nilo.
A magia foi muito desenvolvida no Egito, pois era lá que nasciam as almas mais evoluídas espiritualmente, assim como na Índia. Entretanto, isso acabou devido ao uso dessa arte em benefício do ego humano, especialmente por parte dos faraós.
Os desenhos egípcios presentes nas pirâmides e nos templos eram formas de magia.
Thoth também é conhecido como o Deus da escrita, pois, por meio da leitura e da escrita, adquirimos conhecimento.
Segundo a mitologia egípcia, Thoth ensinou os seres humanos a escrever, a ler e a fazer contabilidade, além de proteger os escribas.
O autoconhecimento é uma forma de conhecimento; portanto, Thoth também atua nessa instância da realidade.
O conhecimento revela a realidade como ela é, tanto sobre nós mesmos quanto sobre o mundo exterior. Por isso, Thoth também é uma deidade da ciência.
Como foi dito anteriormente, Thoth é visto como uma deidade boa e justa, qualidades que são valorizadas pelas pessoas bondosas.
O autoconhecimento aumenta nossa preocupação com a bondade e a justiça.
Assim, Thoth rege o autoconhecimento e representa a bondade e a justiça, qualidades que se desenvolvem com nossa evolução espiritual.
Outras divindades também favorecem o autoconhecimento, mas de maneiras diferentes.
No Oriente, especialmente no Budismo, ensina-se que o ser humano vive envolvido por muitas ilusões, e o autoconhecimento permite enxergar a realidade como ela realmente é.
Um dos objetivos do autoconhecimento é a iluminação, e a antiga religião do Egito também buscava esse estado espiritual.
O mesmo acontecia na Índia, cuja tradição preservou essa busca até os dias de hoje.
O Budismo e o Hinduísmo, que nasceram na Índia, têm como principal objetivo a iluminação, que, no Budismo, também é chamada de despertar das ilusões.
Quando uma pessoa atinge a iluminação, torna-se alguém que ama profundamente os outros e desenvolve uma bondade imensa.
O amor traz felicidade, pois está ligado aos bons sentimentos que nos fazem bem.
A iluminação proporciona um estado constante de bem-estar. Ela não desperta o ser humano de todas as ilusões, mas de muitas delas.
A iluminação não representa o fim do autoconhecimento. Esse processo de crescimento continua mesmo para os iluminados e nunca termina.
Thoth é cultuado como uma divindade que ilumina o caminho daqueles que buscam o conhecimento e a verdade.
A ciência pesquisa e revela os fatos, alcançando um elevado grau de desenvolvimento nos dias atuais.
Thoth é o Deus que fiscalizava a balança de Anúbis, utilizada para julgar as pessoas após a morte e determinar se elas seguiriam para o paraíso.
A companheira do Deus Thoth era Maat, a deusa da verdade e da justiça.
Thoth e Maat tiveram uma filha, Sechat, que também é ligada à sabedoria.
Nessa simbologia, podemos notar como a verdade e a justiça caminham juntas.





