Por: Ryath
(Inspirado por Senhor da Luz Prateada)
Isso quer dizer que todos nós temos, em nossas vivências — e todos mesmo, inclusive os iluminados —, conteúdos relacionados às experiências pelas quais passamos. Existem situações com as quais não soubemos lidar ou que não quisemos enxergar, tudo referente a conteúdos psicológicos.
Nada que encarna é perfeito, e todos passamos por coisas na vida com as quais não lidamos bem. Aquilo que não conseguimos elaborar em termos de percepções e memórias vai para uma região obscura da mente, da qual não temos consciência. Esses conteúdos ficam guardados sem que consigamos acessá-los, até que os reconheçamos e desenvolvamos o autoconhecimento.
Buda, que é um iluminado, disse certa vez que até ele ainda tinha o que aprender, o que crescer e o que melhorar. O que nos cura e nos faz enxergar as coisas é o autoconhecimento. Ou seja, todos nós temos feridas internas e conteúdos com os quais não sabemos lidar; todos temos algo a conhecer em nós mesmos.
Na Bíblia está escrito que somente Deus é perfeito. Muitas pessoas têm a ideia de que a iluminação é algo perfeito, e esse é um conceito equivocado. Por isso, muitos psicólogos acreditam que o Nirvana não exista, pois não há perfeição absoluta no ser humano.
Os psicólogos sabem que todos temos conteúdos no inconsciente, pois não lidamos bem com tudo o que nos aconteceu na vida — seja por sofrimento, por não querer enxergar algo ou porque determinada experiência foi perturbadora em algum nível, mesmo que pequeno.
Todos temos fragilidades, defeitos e fraquezas, pois não somos perfeitos. Ainda assim, podemos trabalhar esses aspectos pouco a pouco e, assim, atingir uma iluminação, que é a libertação da necessidade de reencarnar.
Depois, uma segunda iluminação nos conduz a uma nova realidade, onde podemos nos tornar anjos ou Orixás, se assim desejarmos. No entanto, o aperfeiçoamento continua sempre. Uma terceira iluminação nos leva ao Plano Divino, e a evolução segue mesmo ali.
A vida é um eterno aprendizado, pois somente Deus é perfeito, e o caminho é infinito, assim como a criação divina.
Como diz Wagner Borges: “somos viajantes das estrelas”. Conheceremos outros mundos, dimensões e planos em nossa jornada evolutiva, ampliando cada vez mais a nossa consciência.
Fiquem com luz.
Seres de luz.





