Por: Ryath
Existe um mestre budista cujo material acompanho. Ele é muito famoso, mas é avesso a muitas coisas consideradas sobrenaturais, e suas interpretações do budismo oscilam entre aspectos espirituais e outros vistos como mitos.
Por exemplo, ele considera como mitológicos elementos como os dragões da luz e das trevas, que são amplamente aceitos como entidades espirituais em diversas religiões, principalmente esotéricas e orientais, como o Budismo, Taoísmo, Hinduísmo, Confucionismo, Umbanda e escolas de magia.
Para o Budismo Tibetano, por exemplo, o câncer pode estar associado a dragões aquáticos chamados nagas. Isso faz parte da metafísica da doença, pois esses seres são considerados espirituais, assim como as deidades, que podem ser entendidas como energias cósmicas dotadas de vida e consciência ou como aspectos da realidade iluminada.
Não vou citar o nome desse mestre que rejeita a Lei de Atração, para evitar polêmica — algo que, às vezes, faço. Como ele é conhecido, já troquei mensagens com ele, fiz perguntas, e ele respondeu. Prefiro apresentar aqui minha visão, sem expô-lo.
A Lei de Atração está relacionada ao poder da fé. Inclusive, no livro O Segredo, que aborda essa lei, é apresentada uma frase de Buda:
“A lei da mente é implacável.
O que você pensa, você cria.
O que você sente, você atrai.
O que você acredita torna-se realidade.”
Essa frase resume grande parte da ideia da Lei de Atração, por isso é considerada tão significativa.
Esse mestre budista que rejeita a Lei de Atração afirma que, para mudar padrões kármicos, é preciso ter fé. Essa parte do ensinamento de Buda ele aceita, o que, para mim, demonstra que Buda ensinava a importância de uma crença firme em sua doutrina — algo que se relaciona com a Lei de Atração, pois, quando acreditamos na mudança, estamos aplicando esse princípio.
Para esse mestre, o que ocorre é o seguinte: ao longo de nossas vidas, por meio de nossas ações — sendo o karma entendido como ação — formamos padrões de comportamento. Com fé e com a adoção de novos comportamentos, podemos transformar esses padrões já existentes.
Assim, esse mestre, ao mesmo tempo, ensina e nega algo que, na essência, pode ser visto como igual. Ele acredita que são coisas diferentes — aquilo que nega e aquilo que ensina — quando, na verdade, são aspectos de um mesmo princípio.




