Por: Ryath (Inspirado por Senhor da Luz Prateada)
No Universalismo Cristão, Jesus é o administrador do nosso planeta, a Terra, sendo o ser de maior evolução por aqui. Assim como muitas ideias cristãs também são defendidas como verdade — e nem todas são ensinamentos de Cristo, mas de outras personalidades.
No Universalismo Cristão, defende-se, normalmente, a ideia — vinda da cultura judaico-cristã — de um Deus único e verdadeiro, vendo-se, muitas vezes, as deidades de forma negativa.
Não que Deus não seja o único e verdadeiro, mas Ele criou deidades que O ajudam a irradiar Sua energia em toda a realidade, criando, mantendo, ordenando e renovando tudo; por isso, o nome: deidades.
Elas não são iguais a Deus, mas criações Dele, existindo infinitas deidades.
O problema é que, no Universalismo Cristão, as outras deidades são mal vistas, inclusive em culturas consideradas extremamente evoluídas, como as do Egito e da Índia antigas, que cultuavam justamente as deidades, mas também Deus, com nomes como Hórus, Gita ou Brahma, não confundido com Brahman, que é uma deidade.
Muitas culturas cultuaram as deidades e se esqueceram de Deus, mas, em suas origens, todas O cultuavam.
Na construção da antiga religião grega, um casal de almas gêmeas, responsável por estruturá-la por meio de trabalhos iniciáticos e oráculos, dentro de uma linguagem mitológica, foi avisado por Apolo, a deidade da fé, de que só poderiam ficar juntos quando parassem de buscar Deus em partes e passassem a buscá-Lo como um Todo. Isso foi, para eles, um grande enigma, que não compreenderam.
Esse casal não poderia ficar junto, pois nasceu como mãe e filho, e ansiava por uma vida em que não houvesse esse elo maternal.
As primeiras 64 deidades foram formadas com Deus se dividindo em 64 partes, e cada deidade era portadora de um aspecto divino. Por exemplo, o deus Apolo era a divindade masculina da fé, representando uma parte de Deus. Assim, existiram deidades do amor, da evolução, da vitalização, do desejo, da justiça, da Lei, do conhecimento, da geração etc.
Cada uma dessas deidades é conhecida, em diferentes culturas, com um nome e uma forma humanizada.
Essas deidades não reduziram Deus, pois Ele se recompõe, sendo onipotente; essa ciência ainda é um mistério e fonte de pouca compreensão.
Essas deidades foram se multiplicando, e nós, ao atingirmos grande evolução — quando nos libertamos de nossos corpos mentais —, também podemos nos transformar em uma delas, ou não, dependendo de como desejamos seguir nosso caminho evolutivo.
Essas deidades, como mencionado, têm o poder de realizar a emissão da energia divina na criação, atuando em aspectos específicos dela, regidos por uma ou mais dessas 64 deidades do início da criação.
Foi por meio dessas deidades que Deus criou tudo o que existe: primeiro irradiando Suas energias divinas e criando a realidade divina pura; depois, densificando Suas energias e criando a realidade búdica; em seguida, a realidade mental superior e, depois, a inferior; posteriormente, a realidade astral e a física — que é a que vivemos —, além de outras realidades mais densas e intermediárias.
Os atlantes viviam, por exemplo, em um plano entre a realidade física e a astral.
Voltando ao Universalismo Cristão, ele possui forte influência do Espiritismo, que, no Brasil, apresenta uma vertente evangélica que se abstém de usar imagens e elementos que auxiliam no contato com o que é mais elevado, como velas, cristais, mandalas e imagens, criticando esses utensílios e até mesmo a magia, entendida como manipulação de energia.
Eles criticam, principalmente, o uso de imagens.
Muitos cultuam somente a Jesus, sem outros santos ou deidades.
O que acontece em nosso mundo é que as pessoas pensam e oram muito a Jesus, e cada vez menos a Deus.
Deus é o primeiro na hierarquia de tudo; em segundo lugar, estão as 64 deidades criadas por Ele nos primórdios da criação; e, depois, os seres de maior elevação, como deidades ou outros.




