Por: Ryath
No Budismo, diz-se que, ao atingir o Nirvana, nos libertamos dos sofrimentos relacionados ao nascimento, ao envelhecimento e à morte. Porém, o próprio Buda, que alcançou a iluminação, envelheceu e morreu. Portanto, não deixou de passar por essas experiências.
Precisamos compreender que o Budismo, muitas vezes, não é de fácil entendimento, e sua linguagem pode gerar interpretações diferentes.
Aquilo de que Buda se libertou ao atingir o Nirvana não foi o envelhecimento nem a morte, mas o sofrimento que essas situações lhe causavam. Ele deixou de se preocupar com elas.
O reverendo Genshô ensina que, quando conhecemos profundamente a nós mesmos, deixamos de nos preocupar excessivamente com aquilo que poderá acontecer. Foi esse desprendimento que Buda desenvolveu: o de abandonar a preocupação constante com o passado e com o futuro, passando a viver plenamente o aqui e agora.
Quando Buda se iluminou, tornou-se livre dessas preocupações. Entretanto, isso não significa que o Nirvana seja sempre vivenciado exatamente dessa forma, pois pessoas iluminadas também podem sentir medo do futuro, dependendo das circunstâncias que estejam vivendo.
Ao atingir a iluminação, Buda deixou de se preocupar com aquilo que antes lhe causava tanta angústia e passou a viver o presente, sem permanecer preso ao passado nem ansioso em relação ao futuro.
Sidarta Gautama buscava a iluminação porque sentia grande angústia diante dos sofrimentos e da morte presentes na vida.
O Budismo ensina que é importante desenvolver aceitação diante daquilo que acontece e cultivar o desprendimento em relação ao que nos faz sofrer. Não se trata de nos desprendermos de tudo, mas apenas daquilo que alimenta nossa insatisfação, pois viver constantemente preso às coisas ruins não é uma forma saudável de viver.
Por outro lado, nunca devemos nos desprender das coisas da luz, como a compaixão, o amor e a sabedoria. Devemos abandonar apenas aquilo que é negativo e causa sofrimento.
O Budismo considera que não é coerente permanecermos apegados ao que é passageiro ou ao que nos faz sofrer. Ao mesmo tempo, ensina que isso não significa deixar de amar ou de cultivar afeto pelas pessoas de quem gostamos. O verdadeiro desprendimento consiste em abandonar apenas aquilo que é prejudicial.
O objetivo mais importante é o amor, pois é ele que nos proporciona profundo bem-estar e felicidade. Segundo esta compreensão, esse sentimento torna-se imenso quando alcançamos a iluminação.
Os sentimentos bons e positivos representam a luz. É para desenvolvê-los que treinamos no Budismo.
O amor manifesta-se por meio dos sentimentos bons, elevados e agradáveis que cultivamos.
Namastê.





