Viagem Astral, Sonhos e Vivências

Por: Ryath
(Texto inspirado pelos Mestres da Luz)
Como é normal em crenças que possuem diversos autores, sejam eles espíritos, médiuns ou escritores sem dons mediúnicos que acrescentam novos ensinamentos à sua religião, o conhecimento espiritual tende a se expandir ao longo do tempo.
Muitos espíritas defendem que devemos ler apenas as cinco obras escritas por Allan Kardec. Porém, se uma crença adotar apenas esse princípio, ela deixa de crescer e acaba ficando estagnada no tempo. A própria linguagem valorizada no Espiritismo é antiga e rebuscada. Atualmente, escreve-se de outra forma e, por causa disso, poucas pessoas compreendem plenamente o que está escrito.
Diversos autores contribuíram para o conhecimento espírita. Entre eles, Chico Xavier descreveu como é a vida no Plano Espiritual por meio das Colônias Espirituais. Esses conhecimentos não existiam antes da publicação dessas obras.
Assim, o Espiritismo incorporou ensinamentos de outros autores.
Eu chamo os médiuns de autores porque a maioria dos escritores é médium, embora muitos não tenham consciência desse dom. Eles escrevem sem perceber a presença dos espíritos e acabam transmitindo conhecimentos ou ideias que ajudam a humanidade.
Querer ter somente Allan Kardec como autor reduz muito o conhecimento e também desestimula a leitura, pois passar toda a vida religiosa lendo apenas cinco livros pode ser desmotivador em uma área na qual existe um conhecimento muito vasto e interessante. Isso é diferente de outras crenças que não possuem revelações espirituais constantes por meio de livros.
Os espíritas devem aproveitar o que há de melhor em sua crença: o vasto conhecimento sobre o Plano Espiritual. Há muitas informações interessantes que despertam a curiosidade e que, por serem espirituais, nos ajudam a evoluir.
Nós evoluímos espiritualmente lendo obras espirituais, e a diversidade de autores e de obras torna esse processo muito mais estimulante.
Kardec não era imune a erros, assim como qualquer autor, médium ou pesquisador. O mesmo vale para os três médiuns que participaram da codificação do Espiritismo ao lado de Allan Kardec.
Se existem pessoas com a missão de trazer e transmitir novos conhecimentos espirituais, é porque Kardec não deve ser o único autor.
Se aceitarmos que outros autores também escrevam sobre espiritualidade, isso apenas enriquecerá o Espiritismo, principalmente quando se trata de autores iluminados, como Chico Xavier.
As obras de Kardec podem permanecer como centrais, pois isso contribui para a organização da religião, o que é importante. Porém, seria muito positivo que sua linguagem fosse atualizada, tornando-a mais simples e compreensível, além de haver maior abertura para outras obras e outros autores.
Allan Kardec não escreveu tudo o que existe sobre o conteúdo espiritual. Isso sequer caberia em apenas cinco livros. São importantes todas as informações que os espíritos amigos do bem trazem do Plano Espiritual, pois elas fascinam as pessoas, e a leitura espiritual nos proporciona evolução, tanto pelo conhecimento da realidade imaterial quanto pelos conceitos morais ensinados.
Se você acredita que Kardec deve ser o único autor espiritual, está deixando de considerar uma vasta gama de conhecimentos benéficos.
Namastê.

 

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