VIVÊNCIA ESPIRITUAL COM OS DRAGÕES DA LUZ

Por: Ricardo Chioro

(Parte deste texto é inspirada pelos Mestres Ascensos)

Os Dragões sempre foram cultuados em religiões orientais, como o Budismo, o Taoísmo e o Confucionismo, e esse ser está presente na criação do I-Ching.

Certa vez, no Núcleo Águas de Luz, tive uma vivência muito bonita.

Fui convidado para fazer um curso sobre a Magia dos Dragões, em um local de nossa confiança, mas acabei não fazendo.

Um dia, no Águas de Luz, durante um atendimento, vi, em desdobramento, a coisa mais bonita que já vi até hoje em minha vida.

Eu vi, no ambiente espiritual, um homem de calça azul e jaqueta vermelha, segurando umas cordas que se ligavam a dragões que pareciam criados pelo anel do Lanterna Verde, só que não eram apenas verdes, mas de diversas cores.

Pareciam construídos pelo anel do Lanterna Verde, mas não o do filme, e sim o do desenho, pois os construtos desse herói no filme tinham nuances de cores escuras e claras.

No desenho, as cores são mais claras. A coisa mais parecida que vi com essa vivência, para se ter uma ideia, foram umas lâmpadas em formato de gatos, que tinham diversas cores.

Isso em relação às cores, porque esses gatos de lâmpada eram muito lisos e, nessa vivência, deu para ver os dragões em detalhes, inclusive suas escamas.

Penso que esses dragões eram assim porque eram de luz.

O homem de jaqueta vermelha enviava eletricidade para os dragões através dos fios, e eles voavam em volta da pessoa que recebia os benefícios da magia.

Um dragão passou perto de mim, e percebi que ele enxergava.

Depois dos dragões, vi um objeto simétrico, mas estranho, também parecido com um construto do anel do Lanterna Verde, girando acima do atendido.

Veio-me a intuição de que era um objeto de uma ciência extremamente avançada.

Uma vez li que magia é uma ciência avançada, mas depois me disseram que não era, que era algo inexplicável, e eu aceitei essa nova explicação. Porém, nessa vivência, pude voltar a esse conceito antigo.

Depois, não vi mais aquele objeto, e apareceu outro, mais diferente ainda, também, creio eu, oriundo de uma ciência muito avançada.

Todo o fundo dessa vivência era composto por nuvens azuis. Não era um céu azul com nuvens brancas, mas sim nuvens azuis que preenchiam todo o cenário visto por mim, e era muito bonito.

Ao final, vi um ser que parecia um Pokémon vestido com uma armadura, que dava um leve sorriso, e tive a impressão de que aquele leve sorriso escondia uma felicidade gigantesca.

Depois da vivência, não via a hora de contar ao mago o que eu havia visto.

Perguntei a ele:

— Você usou a Magia dos Dragões?

Ele ficou meio sem saber o que fazer, pois eu não era iniciado na Magia dos Dragões para que ele pudesse me contar. Mas, como é um grande médium, acho que foi avisado pelos mestres de que poderia falar.

Demorou um pouco e respondeu:

— Sim.

E disse também que tudo o que é criado, que vemos na TV, nos filmes e nas obras de ficção, são coisas que já existem. Os criadores apenas captam, sem perceber, aquilo que existe.

Só que essas coisas criadas pelos artistas existem em contextos diferentes.

Então ele começou a me explicar que os Dragões são os seres de maior evolução espiritual na Terra, mais evoluídos até do que os Mestres Ascensos.

Que eles vêm de outros lugares do cosmos para ajudar a gente.

Depois de nos tornarmos iluminados, ficamos na Terra por um longo período. Depois, vamos para outros lugares do cosmos para continuar nossa evolução.

E eles vêm desses outros lugares.

Na evolução espiritual, a pessoa passa por diversos estágios. Na fase atual da grande maioria do planeta Terra, ela oscila entre viver no mundo material e no astral durante as reencarnações. Depois, não precisa mais reencarnar, torna-se um iluminado e vive no Plano Astral. Em seguida, desprende-se do Plano Astral e vive no Plano Mental. Depois, desprende-se do Plano Mental e passa a viver em um plano superior.

No mundo material, vivemos com o corpo físico; no astral, com o corpo astral; e no mental, com o corpo mental.

E, no decorrer de nossa evolução, vamos nos desprendendo de todos esses corpos.

Eu imaginava que, depois de se desprender do corpo astral, a pessoa parava de enxergar e de ter sentidos sensoriais. Também imaginava que, depois de se desprender do corpo mental, parava de pensar. Eu sofria achando que um dia deixaria de perceber as coisas e de pensar.

Mas, nessa vivência, o dragão me mostrou que enxergava, para acabar com essa ilusão minha, pois eu sabia que ele estava acima dos níveis de evolução dos estágios mentais e astrais.

Então perguntei ao mago:

— Eu vi que ele enxerga. Eu achava que, depois de certo ponto da evolução, parávamos de enxergar.

E ele disse:

— Não. Na verdade, a visão vai se aprofundando e melhorando.

Em cada plano em que a pessoa está — astral, mental, búdico ou átmico — ela enxerga os anteriores. Então, a visão vai melhorando, e não sendo perdida.

Também aproveitei para perguntar se, após deixarmos o plano mental, deixamos de pensar.

E o mago disse:

— Não. O corpo mental tem contrapartes nos corpos superiores, como o búdico e o átmico.

Então perguntei se poderia divulgar o que eu havia visto, e ele disse que sim.

Toda essa conversa foi conduzida pelos espíritos superiores para tirar meu sofrimento e para que eu pudesse transmitir isso a vocês.

Depois fui para casa, e eu só queria voltar para aquele lugar que tinha visto. Era tudo tão lindo e tão bom que eu queria viver lá.

Voltei para casa à noite, e a cidade, que normalmente me parecia tão bonita à noite, passou a parecer feia. Tudo o que eu via parecia feio.

Era o estímulo da comparação. Eu havia visto coisas tão lindas que tudo o mais me parecia feio.

Fiquei três dias achando tudo feio, mas depois isso passou, e voltei a achar as coisas bonitas normalmente.

 

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