Zeus é o Orixá Xangô

Por: Ryath (Inspirado por Senhor da Luz Prateada)
Uma divindade cultuada em uma cultura ou religião pode ser compreendida como a mesma cultuada em outra, pois as forças divinas da realidade são as mesmas; o que muda é a linguagem e a simbologia.
Cada cultura desenvolveu formas de culto simbólicas, ou seja, envolvendo mitos, representações, nomes e humanizações de forças divinas ou divindades — também como forma de proteger esses conhecimentos de usos indevidos por pessoas mal-intencionadas.
A divindade cultuada como Zeus na Grécia pode ser associada à mesma força que é cultuada como Xangô na África ou no Brasil, na Umbanda.
Xangô e Zeus estão ligados ao fogo, em sua forma ígnea ou elétrica, representada pelo trovão.
Ambos têm domínio sobre o trovão.
Na verdade, o fogo é o seu reino, seu elemento, e ambos são deidades da justiça; por isso, muitas pessoas falam em “queima de karmas”.
A justiça e a lei regem o karma: a justiça determina, e a lei age.
Quem determina a lei é a justiça; assim, Xangô e Zeus podem ser compreendidos como divindades que determinam as leis, enquanto sua execução cabe a outras forças — como governantes que governam ou juízes que julgam.
Juízes, governantes, líderes e administradores são funções associadas a essa energia divina, representada por Xangô ou Zeus, que podem ser entendidos como a mesma força expressa de formas diferentes em culturas distintas.
Humanização é o ato de atribuir forma humana a uma realidade divina.
Na Psicologia, Xangô e Zeus podem ser associados aos arquétipos do rei, do pai, do juiz e do governante — ligados à autoridade, liderança e poder — sendo figuras fortes e imponentes.
Na mitologia, Zeus é o governante dos céus, enquanto Xangô manifesta o poder celestial por meio do raio.
Na Psicologia, ambos representam a ordem, a autoridade e a consciência moral.
Xangô e Zeus regem a justiça, e Jesus chamava os bons de justos.

 

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